Equipes da Receita Federal, com apoio da agente canina farejadora Isa, apreenderam 48 kg de skunk em uma transportadora que fica em Marituba, na Região Metropolitana de Belém. Também conhecida como “super maconha”, a droga estava dividida em 40 tabletes, escondidos dentro de dois bebedouros industriais, que saíram de Manaus (AM) com destino a Fortaleza (CE).
O flagrante ocorreu na noite desta quinta-feira (20), durante fiscalização a uma carga que já estava sob monitoramento. O transporte ocorreu via modais fluvial (por meio de balsa) e terrestre e tinha inclusa uma passagem pela transportada onde ocorreu o flagrante. Os dois bebedouros industriais estavam respaldados por notas fiscais de venda para pessoa física, cada um custando R$ 954,77.
Os agentes da Receita Federal contaram com a agente canina Isa, que apontou conteúdo suspeito nas embalagens dos bebedouros. Foi feita a abertura, com os equipamentos, aparentemente, novos e cuidadosamente embalados. Só que as adulterações foram rapidamente percebidas nas carcaças dos produtos, que ocultavam 40 tabletes de skunk ao todo. O preço estimado pela RFB foi de mais de R$ 1,5 milhão. O caso será investigado pela Polícia Federal.
A diferença entre a skunk e a maconha comum está no potencial de entorpecimento. A skunk tem alta concentração de tetrahidrocanabiol (THC, o princípio ativo), que chega a 17%, quase 13 vezes maior que a da maconha comum ou “regional”.
A produção também requer processos sofisticados, como plantação hidropônica e tratamento com hormônios em laboratório, por isso o preço elevado. É usada apenas uma parte muito específica da Cannabis sativa, chamada de “camarão”. Skunk significa “gambá”, em inglês. O apelido veio por causa do cheiro forte e muito característico da super maconha. (Com Fato Regional)


