Réu é condenado a seis anos de prisão por estupro de jovem no Pará

Essa é a primeira condenação de cinco acusações de estupro contra Maurício Filho. Atualmente, ele cumpre pena de quatro anos na Cadeia Pública de Jovens e Adultos (CPJA), em Americano, Santa Izabel do Pará

Após envolvimento na morte de Luma Bonny em 2022 e prisão preventiva, Maurício César Mendes Rocha Filho, conhecido como “Hétero Top”, enfrentou mais uma condenação por estupro de outra jovem em Belém.

Essa é a primeira condenação de cinco acusações de estupro contra Maurício Filho. Atualmente, ele cumpre pena de quatro anos na Cadeia Pública de Jovens e Adultos (CPJA), em Americano, Santa Izabel do Pará, por vazamento de conteúdo íntimo da influenciadora Luma Bony, com condenação a pagar R$ 100 mil em indenização aos familiares.

Após investigação, o caso foi julgado, e Maurício foi sentenciado nesta terça-feira, 06, pelo juiz Eduardo Antônio Martins Teixeira, da 12ª Vara Criminal de Belém, com pena de seis anos e seis meses em regime semiaberto. O Portal Roma News obteve acesso à decisão do juiz e ao depoimento da vítima.

Conforme o depoimento à justiça, a vítima conheceu Maurício em 2021 em um bar no centro de Belém. Nos dias seguintes, mantiveram contato, sendo Maurício bastante insistente em se encontrar novamente, o que ocorreu algumas vezes no Portal da Amazônia, onde conversaram.

No dia 27/08/2021, por volta das 20h30 às 21h00, a vítima teve outro encontro com Maurício. Nesse dia, o suspeito insistiu para que a vítima fosse até sua casa, convite recusado devido a compromissos. No entanto, após insistência, a vítima cedeu e acompanhou Maurício até sua residência, advertindo-o de que não estava disposta nem consentia com qualquer ato sexual.

No entanto, ao chegar à residência, Maurício conduziu a vítima até seu quarto, onde ligou a TV, apagou as luzes e, novamente, foi advertido pela vítima sobre a falta de interesse em manter atos sexuais ou libidinosos distintos da conjunção carnal. Ignorando os pedidos, Maurício forçou a penetração, provocando gritos e pedidos de interrupção por parte da vítima.

Apesar das súplicas, Maurício persistiu na violência, resultando no esgarçamento da parede vaginal e na laceração do períneo, causando um sangramento abundante. Somente após os gritos e a constatação do intenso fluxo de sangue, Maurício interrompeu a agressão. A vítima, em decorrência da grande quantidade de sangue, procurou abrigo no banheiro, onde tentou conter a hemorragia com água corrente por cerca de 1 hora e 30 minutos, experimentando considerável dor.

Segundo relato da vítima, Maurício não ofereceu assistência médica e a deixou em sua residência. Ela então pediu socorro à sua irmã, médica, que a conduziu a um hospital particular em Belém. Lá, foi atendida e prescrito um antihemorrágico, porém, insuficiente para deter o intenso sangramento.

Após o procedimento cirúrgico e receber alta hospitalar, a vítima entrou em contato com Maurício, manifestando sua insatisfação com o tratamento e a violência sofrida. Essa atitude teria provocado a ira do acusado, que não demonstrou arrependimento ou empatia. Somente em 2023, ao tomar conhecimento dos acontecimentos envolvendo Luma Bony e a subsequente prisão do denunciado em 09/12/2022, a vítima encontrou coragem para superar o medo e denunciá-lo às autoridades públicas.

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