MARABÁ (PA) — O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Marabá condenou Frentzen Pereira da Silva, conhecido como “Aranha”, a 19 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo assassinato da companheira Amanda Mikaelly Souza da Silva, de 20 anos, que estava grávida de sete meses.
A sentença foi definida pela juíza Alessandra Rocha, que presidiu a sessão do Tribunal do Júri. O Conselho de Sentença considerou o réu culpado pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio cometido durante a gestação e aborto provocado por terceiro.
Durante o interrogatório em plenário, o réu confessou o crime. Em depoimento, ele afirmou que teria “surtado” no momento do assassinato e detalhou como a ação ocorreu. Segundo o próprio acusado, após matar a vítima, ele limpou a cena do crime, dormiu no local e fugiu na manhã do dia seguinte.
Durante a sessão, testemunhas foram ouvidas e a mãe da vítima também prestou depoimento. Ela confirmou que Amanda estava grávida, já tinha um filho e relatou que a filha sofria agressões constantes do acusado durante o relacionamento.
Relembre o crime
De acordo com as investigações da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu entre os dias 10 e 11 de agosto de 2024, em uma kitnet localizada no Bairro Bom Planalto, no Núcleo Cidade Nova, em Marabá.
Amanda Mikaelly foi encontrada morta na noite do dia 12 de agosto, após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao perceberem um forte odor vindo do imóvel. A jovem estava grávida de sete meses no momento do crime.
As investigações apontaram que o principal suspeito era o companheiro da vítima, Frentzen Pereira da Silva, que também seria o pai da criança que ela esperava. Após o assassinato, ele fugiu para Araguaína (TO), onde foi localizado e preso dias depois em uma operação conjunta das polícias civis do Pará e do Tocantins. (Portal Debate)


