“Um susto”, relata o repórter Vinícius Soares, que trabalha no Grupo Correio de Comunicação, tendo antes passado pelo Portal Debate Carajás como colunista e editor da nossa Redação e colaborador do site de meteorologia Climatempo, em sua conta na rede social Twitter. Ele foi assaltado por um grupo de seis adolescentes enquanto trafegava, de bicicleta, pela rua Praça das Nações Unidas, entre as avenidas Amazonas e Minas Gerais, na Vila Poupex, na noite de terça-feira (14).

Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo profissional de Imprensa mais jovem da região, com 18 anos, o roubo aconteceu por volta das 19h30. “Eu havia saído de casa, de bicicleta, para ir à residência de um ex-colega de turma quando, passando pela rua Praça das Nações Unidas, situada atrás de uma Igreja Católica, precisei sacar o celular para responder a uma mensagem no WhatsApp”, narrou à polícia. “Nesse ínterim, um grupo de seis rapazes com média de idade igual à minha e alturas semelhantes, todos de bicicleta, abordou-me e ordenou que eu entregasse o objeto que portava em mãos. Imediatamente, tentei apaziguar os ânimos exaltados dos adolescentes infratores. Nada feito. Ameaçaram-me de morte e seguiram com tom de voz alto”, continuou Vinícius.

Foto: Reprodução/Twitter/Vinícius Soares

Ele conta que reagiu à abordagem dos adolescentes infratores ao perceber que não portavam arma, e que, se não obedecesse, poderia ser agredido. “Percebendo o iminente risco de perder os objetos e ainda levar uma ‘surra’, joguei a ‘bike’, uma Houston azul com detalhes vermelhos nos adesivos, no chão e saí correndo até uma área movimentada à procura de ajuda”, disse.

Vinícius passou por momentos de terror após correr e ser seguido por um dos seis que compunham o bando criminoso. “Um deles me seguiu, puxou minha camisa e tentou, novamente, roubar o que restava. Fugiram após eu ligar para a Polícia Militar, via Niop, na direção do bairro São Miguel da Conquista, pela Minas Gerais”, declarou.

Mesmo tendo ligado para a polícia, Vinícius conta que nenhuma viatura se fez presente no local para averiguar a situação, pelo menos até duas horas depois, período em que ficou aguardando a chegada da guarnição enquanto explicava o ocorrido para moradores das imediações. Esses mesmos moradores, segundo o jornalista, vivem com medo de trafegar pela área até mesmo de dia. “Não tem hora para o crime naquele setor. Lamentavelmente, é uma realidade que enfrenta Marabá quanto à sua segurança pública. Estamos rastejando em políticas nesse sentido”, protestou.

Pedro Souza