No trabalho voltado para a montagem do elenco para 2026 a diretoria azulina tem trabalhado num patamar que não acontecia há mais de três décadas. Todos os gastos nas séries D, C e B não são nem sombra do que terá que ser gasto na próxima temporada. Em entrevista ao programa Conversa com o Leão, o presidente azulino Antônio Carlos Teixeira, comentou que a folha salarial mensal não deve ser menor do que R$ 10 milhões. Isto é algo nunca visto no Baenão.
Os principais clubes do Nordeste trabalham com valores semelhantes aos projetados pelo Leão Azul na folha salarial de atletas e comissões técnicas. O Bahia-BA é a exceção, já que a SAF do Grupo City injeta cerca de $ 17 milhões por mês. Fortaleza-CE (R$ 12 milhões) e Vitória-BA (R$ 10 milhões) estão em patamares semelhantes. Mas Ceará-CE (R$ 7 milhões) e Sport-PE (R$ 6,5 milhões) estão em níveis abaixo. Destes, O tricolor cearense e o rubro-negro baiano lutam contra o rebaixamento. Enquanto isso, o Leão pernambucano já carimbou a queda de divisão.
Orçamento
O orçamento geral do Remo para 2026 pode chegar a até R$ 150 milhões com as projeções de receita e rendas. E pode ser até maior dependendo do desempenho em campo e da capacidade de expansão comercial. Como integrante da Libra, o Leão participará de um modelo de distribuição de receita com maior segurança financeira e melhores perspectivas de valorização. Mas, essa receita pode ser atingida porque o Flamengo-RJ bloqueou uma parte dessa verba.
De acordo com um levantamento feito pelo jornalista Rodrigo Capelo, em conjunto com o economista e especialista em finanças do esporte, Cesar Grafietti, destacado pelo DOL, sobre a negociação e as fórmulas de distribuição aprovadas pelos clubes, é possível estimar quanto o Remo pode receber no segundo ano do contrato (2025 a 2029).
Potencial financeiro do Remo na Libra
O clube pode alcançar esses R$ 150 milhões ao final da próxima temporada só com valores de televisão. A Libra optou por um modelo mais conservador ao fechar um contrato único com o grupo Globo no valor de R$ 1,17 bilhão anuais. Os clubes recebem 40% da receita líquida do pay-per-view da emissora. Este é um percentual superior ao da LFU, que ficará com 10% da receita bruta do pay-per-view em 2025 e 5% a partir de 2026.
O repasse para os clubes da Libra segue a fórmula 40–30–30: 40% distribuídos de forma igualitária entre todos os clubes do bloco na Série A; 30% conforme desempenho esportivo na tabela; e 30% seguindo métricas de audiência e exposição. Com base nas projeções assumidas para o orçamento da própria Libra e dos clubes (incluindo uma receita líquida estimada de R$ 500 milhões do Premiere), o bloco deverá movimentar cerca de R$ 1,36 bilhão em 2026, com aproximadamente nove clubes envolvidos na divisão.
Projeções
Se o Remo fizer uma campanha de meio de tabela e tiver audiência proporcional ao seu tamanho nacional, pode receber até R$ 100 milhões. Já se o Remo fizer uma campanha de meio de tabela e tiver audiência proporcional ao seu tamanho nacional, pode receber até R$ 100 milhões. Mas, se o time azulino surpreender, nos moldes do Mirassol-SP, e terminar entre os melhores e aumentar sua exposição televisiva, o valor pode superar a casa dos R$ 150 milhões. Por fim, num cenário pessimista, se o Leão ficar entre os últimos colocados, sem cair de divisão, e tiver baixa audiência, o repasse pode ficar próximo de R$ 80 milhões.
Com isso, é muito importante que o Fenômeno Azul faça uma grande adesão aos pacotes de pay-per-view disponíveis para viabilizar uma curva variável de audiência será positiva para o Remo e, com isso, o clube irá receber valores maiores de receitas televisivas.


