Em Belém, economistas estão analisando a recente redução de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros anunciada pelo Banco Central do Brasil. Embora nesse primeiro momento o impacto nos custos de crédito, bens e serviços seja limitado, há expectativas positivas para a economia brasileira em geral, conforme aponta o economista Sérgio Felipe Melo.
Segundo ele, a redução gradual da taxa Selic pode impulsionar a atividade econômica, gerando empregos e diminuindo os custos financeiros e de financiamentos. No entanto, mesmo com esse corte, o Brasil ainda possui uma das maiores taxas de juros nominais do mundo.
O Boletim Focus do Banco Central já mostrava estimativas de queda na inflação, e Sérgio destaca que o Comitê de Política Monetária (Copom) se mostrou conservador, mas a trajetória de diminuição da taxa Selic começou. A projeção é de que a taxa possa cair para 11,75 até o final de 2023.
Essa redução favorece a atividade econômica, permitindo que as empresas tenham acesso a financiamentos com custos menores. Além disso, o economista ressalta que, com juros mais baixos, as pessoas tendem a investir no setor produtivo, o que é benéfico para a economia.
Rosivaldo Batista também destaca que a Selic é usada como instrumento para combater a inflação, o que afeta principalmente as classes de menor poder aquisitivo. Com a redução da taxa, produtos financeiros de renda fixa podem ser afetados positivamente, beneficiando a Bolsa de Valores.
Além disso, os juros do cartão de crédito devem cair, o que será vantajoso para os consumidores nas compras de bens e serviços. No entanto, ele lembra que investir em renda variável requer paciência e disciplina.(Portal Debate, com O Liberal)


