O velório e o sepultamento da recepcionista Marli Pereira da Silva, de 40 anos, foram marcados pela presença de familiares, amigos e colegas de trabalho do Grupo Correio de Comunicação, onde ela atuou por 11 anos. A cerimônia ocorreu em Marabá, no sudeste do Pará, e reuniu pessoas que acompanharam a trajetória profissional da trabalhadora na empresa.
Marli foi sepultada em um jazigo da família no Cemitério da Saudade, localizado na Folha 29. Antes disso, o velório ocorreu na Folha 34 e um cortejo seguiu pela BR-230 e vias da Folha 33, onde Marli morava e trabalhava. Durante o enterro, os presentes rezaram o Pai Nosso e, ao final da cerimônia, entoaram em coro a frase “Queremos justiça”, em referência à cobrança por esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
A irmã da vítima veio de outra cidade para acompanhar a despedida e participar das homenagens prestadas por familiares, amigos e colegas de trabalho.
Durante o sepultamento, o diretor do Jornal Correio, Patrick Roberto, falou sobre a convivência com Marli no ambiente de trabalho. Segundo ele, a recepcionista era um ponto de integração na empresa, pois todos que chegavam para trabalhar passavam pela recepção onde ela atuava. Patrick relatou que Marli mantinha postura de atenção no atendimento e era conhecida entre os colegas pela disposição no trabalho.
Marli Pereira da Silva foi encontrada morta na manhã de terça-feira (10), nas águas do Rio Tauarizinho, em um ponto sob a ponte da BR-230 (Rodovia Transamazônica), na região do bairro Cidade Jardim, em Marabá. O achado do corpo foi comunicado à Polícia Civil do Pará pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, onde passou por procedimentos de identificação e exames periciais para auxiliar na apuração da causa da morte.
De acordo com informações iniciais obtidas durante as investigações, a Polícia Civil trabalha com cautela na divulgação de detalhes do caso. Há indicativos de que o crime possa ter sido um feminicídio. A principal linha de investigação aponta que Marli teria sido morta por um ex-companheiro, que também trabalha no Grupo Correio de Comunicação.
Na noite de segunda-feira (9), esse homem teria convidado Marli para uma festa na Folha 01. Segundo relatos, ela foi vista pela última vez por uma amiga que esteve em sua residência antes de sua saída.
As circunstâncias da morte seguem sob investigação da Delegacia de Homicídios da 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Marabá. Familiares, amigos e colegas de trabalho aguardam a conclusão das investigações e a responsabilização de eventuais envolvidos no caso. (Portal Debate)


