RE x PA homenageia tatuadora Flávia Alves em Marabá

Partida ocorreu, neste sábado (15), no Estádio Zinho Oliveira, às 9 horas.

MARABÁ (PA) – O jogo de veteranos realizado na manhã deste sábado (15), às 9h, no Estádio Zinho Oliveira, teve como objetivo cobrar da Justiça a condenação do réu “Will Sousa” pelo assassinato da tatuadora Flávia Alves, em Marabá, no Pará.

O certame reuniu jogadores “remistas” (Clube do Remo) e “bicolores” (Paysandu) em um jogo, conhecido como RE x PA, bastante disputado. No final da partida, os revistas venceram a partida por 3 x 1. Os jogadores são ligados ao Grupo de Peladeiros Cidade Nova (GPCN).

A organização da partida contou com a participação do padrasto de Flávia Alves, Thiago Monteiro, que vem lutando, junto com esposa Paula Carneiro, pela condenação do réu, o também tatuador “Will Sousa”. Na ocasião, houve falas de protestos pelo fato do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) não autorizar a presença do público nem a transmissão ao vivo do julgamento, nesta segunda-feira (17).

Foto: Reprodução

A vítima foi morta por asfixia mecânica, no dia 15 de abril de 2024, no interior de um veículo. O corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa, 10 dias depois do crime, na zona rural da cidade de Jacundá, distante cerca de 100 km de Marabá. O “monstro tatuador” teve a ajuda da esposa, Deidyelle Oliveira, para tirar a vida de Flávia Alves.

A defesa do réu, advogada Dra. Cristina Longo e seu estafe, tentou de todas as formas desaforar o julgamento de seu cliente, inclusive com uma atuação “pirotécnica” bastante questionada no Tribunal do Júri, ocorrido no dia 7 de agosto de 2025, onde abandonou o julgamento de “Will Sousa” que teve que ser adiado.

Nos bastidores, rola que a defesa foi orientada por advogados externos, via aplicativo de mensagens, que orientavam como a defesa deveria proceder diante da iminente condenação de “Will Sousa”, ou seja, o “circo” armado teve participação de pessoas estranhas ao julgamento e essa prática não faz parte do rito processual, logo o TJPA deverá adotar medidas para coibir esta prática perniciosa, durante o novo Tribunal do Júri, nesta segunda-feira (17).

Os “peladeiros” do RE x PA, a família, os amigos e a sociedade aguardam por um julgamento isento e justo do réu, que a lei seja aplicada conforme prevê o Código Penal Brasileiro, pois, segundo a família de Flávia Alves, nunca houve ameaça à integridade física de “Will Sousa”, mas sim uma cobrança por Justiça, porém não aceitarão ser “passados para trás”. (Portal Debate)

Foto: Reprodução

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