O Tribunal do Júri de Parauapebas, no sudeste do Pará, decidiu na segunda-feira (24) pela condenação do réu Frank Rafael Vaz dos Santos, o “Rafinha”, apontando nos autos do processo como um dos autores do crime de homicídio contra Deivid Fernando da Luz Silva, de 18 anos. Ele foi sentenciado a 14 anos de reclusão por homicídio qualificado por meio cruel, sem chance de defesa à vítima, que foi morta a pauladas.
Na acusação atuou a promotora de Justiça Magdalena Torres. De acordo com as investigações, o crime aconteceu na madruga do dia 30 de março de 2020, no Bairro Liberdade.
A vítima foi atraída para um bar por uma ex-namorada e, chegando ao local, foi encurralada e espancada a pauladas por cerca de seis pessoas, incluindo o réu, que foi preso em flagrante no fim da tarde do mesmo dia. A motivação do crime teria sido uma briga entre facções criminosas rivais.
Entre os outros autores estão o irmão do réu, outras pessoas maiores de idade e alguns adolescentes. O crime foi denunciado pela 1ª Promotoria Criminal de Parauapebas no dia 25 de maio de 2020.
No júri foram ouvidas cinco testemunhas: o delegado de polícia, Felipe Oliveira Santos, que presidiu o inquérito policial e realizou a prisão em flagrante; os investigadores Dhian Carlos Passos Borges; o papiloscopista Saimoton da Silva Dantas; o médico perito legista Miqueias Feitosa Leite; e o pai da vítima. A defesa do réu foi feita pela Defensoria Pública do Estado do Pará, por meio do defensor Gabriel Montenegro Duarte Pereira.
A sessão do Tribunal de Júri foi presidida pela juíza Adriana Karla Diniz Gomes da Costa. O réu teve redução de pena pelo fato de ter passado 1 ano e 9 meses preso de forma preventiva, custodiado no presídio de Santa Isabel, para onde voltou para cumprir a sentença.
O processo em desfavor do irmão do réu e de mais dois coautores maiores de idade segue na 1ª Vara Criminal de Parauapebas. (Portal Debate Carajás e Ascom MPPA)


