MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Quatro conselheiros tutelares de Marabá, no sudeste do Pará, estão sob investigação por negligência, conforme informado no Diário Oficial dos Municípios, publicado em 10 de janeiro. O documento determina o afastamento dos conselheiros Aida Rego Pimentel, Edivaldo Santos, José Maria da Cruz Cardoso Junior e Lourival Pereira da Silva, por um período de 60 dias, sem remuneração, e impede que assumam qualquer função até a conclusão da sindicância.
Edivaldo Santos e Pastor Lourival, reeleitos em 2023 para o quadriênio de 2024-2027, foram impedidos de assumir o cargo, juntamente com os suplentes Aida Rego Pimentel e José Maria da Cruz Cardoso Júnior, que finalizaram o mandato, mas estão sob investigação.
O Diário Oficial menciona “falta grave” e “negligência”. Segundo apuração, os conselheiros faltaram ao plantão de sobreaviso em 4 de janeiro, resultando em uma visita surpresa do Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) às sedes dos conselhos e a abertura de sindicância.
Atualmente, cada um dos dois conselhos tutelares de Marabá opera com quatro conselheiros ativos. Uma reunião de sindicância está programada para a próxima segunda-feira (15), com o agendamento de depoimentos dos quatro investigados na terça e quarta-feira seguintes. A decisão sobre a posse de Edivaldo, Pastor Lourival e dos suplentes deve ser tomada até o fim da próxima semana.
Procurado pela reportagem, Edivaldo Santos afirmou ter apresentado sua defesa à comissão de sindicância, alegando trocas de turno e acordos verbais entre os conselheiros. José Maria da Cruz Cardoso Junior justificou a escala especial de fim de ano e apresentou sua defesa no sentido de que estava de sobreaviso na data. Pastor Lourival e Zaida Pimentel não foram localizados para comentar os acontecimentos.
A conselheira tutelar Graziellen Medeiros, recém-iniciada no cargo, assume a presidência da Comissão Processante para coordenar a investigação sobre os pares. (Portal Debate)


