A expressão popular “puxa-saco” originou-se no interior dos quartéis, pelo fato das roupas e suprimentos dos oficiais serem transportados para cima e para baixo em “sacos”, por não ser permitido o uso de malas nas unidades militares e durante as batalhas nas guerras. Na época, já se verificava o gosto pelo comportamento humilde e subserviente de alguns soldados em relação a um oficial de posição superior.

A partir dos anos 30, século XX, as atitudes de um “puxa-saco”, no Brasil, passaram a designar o comportamento de um indivíduo “bajulador” e “adulador”. Ao mesmo tempo, verificou-se que algumas pessoas com esse perfil passaram a utilizar as atitudes de puxa-saquismo para se aproximar de alguém de posição superior na empresa, política ou na sociedade e retirar algum benefício próprio.

Hoje, para se dar bem, o puxa-saco é capaz de se submeter às mais deprimentes ações de bajulação e subserviência, chegando a causar náuseas. Quem apresenta um comportamento desse, é capaz de trair quem quer que seja para alcançar seus objetivos, pois seguir os conceitos de ética, moral e companheirismo não é o forte dessa raça asquerosa. Não me refiro ao cidadão cortês e que gosta de se comportar como um gentleman, mas se você possui um “baba-ovo” no seu círculo de amizade ou no trabalho, cuidado, esse ser nojento, uma hora, vai te trair. Ele vai te passar a perna.