A idosa, Teodora Maria de Alcântara, 121 anos, nascida na cidade de Cachoeira do Arari, no Arquipélago do Marajó, teve a aposentadoria, paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cortada, porque não conseguiu fazer a prova de vida, na região nordeste do Pará.
A marajoara luta há dias para reestabelecer a sua aposentadoria, mas não obteve sucesso. A passagem da agência-barco da Caixa Econômica Federal pela cidade de Soure não serviu para resolver o problema de Teodora Alcântara. De acordo com informações, o INSS inventou uma série de empecilhos para voltar a pagar a aposentadoria da centenária.
Segundo um jornalista da região, inicialmente o INSS disse que o problema era no CPF da idosa. Ela foi à Receita Federal e regularizou o CPF. Quando voltou ao INSS na cidade de Icoaraci, pela segunda vez, disseram que o problema era com o título de eleitor. Como a idosa não votava, há cerca de 70 anos, foi ao Cartório Eleitoral e regularizou o título de eleitor.
Ao voltar ao INSS, pela terceira vez, identificaram um problema na Carteira de Identidade, pois o documento havia sido feito há 30 anos. Um novo RG foi emitido pela Polícia Civil, porém, após a quarta tentativa no INSS, um novo entrave foi criado. Conforme o jornalista, os problemas existentes na documentação foram resolvidos em cinco dias, entretanto os servidores do INSS afirmaram que eles não podiam fazer nada, porque a idosa Teodora Alcântara não tinha direito à aposentadoria, mas sim ao auxílio emergencial devido à covid-19.
Parentes e amigos relataram que o Instituto Nacional do Seguro Social pediu 15 dias para dar uma resposta sobre o caso da idosa, todavia os familiares lutam para diminuir o prazo. O plano agora é criar uma mobilização em favor da idosa, que segue em Belém, aguardando devolverem o corte de sua aposentadoria. (Portal Debate Carajás, com Notícia Marajó)



