MARABÁ (PA) — O Projeto de Extensão intitulado “Direito à segurança e os Desafios da Violência Doméstica” promovido por acadêmicos do segundo período de Direito da Unama (Universidade da Amazônia), chegou na noite desta terça-feira (4) à Escola Estadual de Ensino Médio Gaspar Vianna- Anexo I, que fica na Folha 33, bairro Nova Marabá, em Marabá, região de Integração Carajás. O objetivo da iniciativa de extensão é levar os fundamentos do Direito à comunidade, com foco nos desafios da violência doméstica.
Renan Pablo Portilho, discente da turma de Direito da Unama e integrante do Projeto de Extensão, explica que foi proposto como tema para levar para a comunidade o direito à segurança. “Para tanto, contamos com o apoio da Guarda Municipal, da Polícia Militar e de profissionais de psicologia, que puderam nos auxiliar na apresentação destas informações. Compreendemos que a violência doméstica representa um ciclo que necessita ser rompido, e a ruptura desse ciclo só é possível por meio da informação, da comunicação e da educação”, explica ele, que também é policial militar em Marabá.
Além de acadêmicos do curso de Direito, integraram o Projeto de Extensão, durante a palestra, componentes da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Marabá, e também do Programa Pró- Mulher da Polícia Militar.

Números- Dados revelam que no período de janeiro até setembro foram registrados no Niop (Núcleo Integrado de Operações) 2.402 casos de vítimas relatando violência doméstica, sendo em média oito casos registrados por dia, em Marabá. Já, a Guarda Municipal realizou durante este ano mais de 500 acompanhamentos e 100 medidas protetivas no combate à violência contra a mulher.
Pro Mulher- De acordo com a cabo da PMPA, Welmica Santana Silva, componente do Programa Pro Mulher em Marabá, pertencente à SEGUP, ele foi criado para o acompanhamento de vítimas de violência doméstica, gerado pelas ligações 190. “A partir do Projeto de Extensão levamos informações para a sociedade dos meios de proteção a mulher e dos canais de denúncia de violência”, frisa ela.
O inspetor da Guarda Municipal Roberto Lemos, coordenador da Patrulha Maria da Penha, destaca que ações como o projeto de extensão são importantes, pois trabalham a prevenção, uma vez que leva informações de diversos tipos de violência para os jovens da escola. “Nosso objetivo que os alunos multipliquem as informações colhidas, seja para fazer uma denúncia ou para quebrar o ciclo de violência. A mulher precisa entender que ela não está sozinha, existe uma rede de apoio”, complementa.
A Patrulha Maria da Penha tem como objetivo fiscalizar medidas protetivas de urgência encaminhadas pelo Poder Judiciário.
Para a diretora da Escola Gaspar Vianna, Antônia de Jesus, a violência doméstica é uma triste realidade que permeia diversas comunidades, afetando diretamente o desenvolvimento e a segurança de crianças, adolescentes e mulheres.
“Diante desse cenário, ao abrir o diálogo sobre a violência doméstica, a Escola Gaspar Vianna Anexo 1 não apenas cumpre seu papel educativo formal, mas também se posiciona como um agente de transformação social, protegendo seus estudantes e contribuindo para a construção de uma sociedade mais segura e igualitária. Portanto, estamos extremamente gratos pela parceria com essas Instituições que também acreditam que educação é responsabilidade da escola, família e sociedade em geral”, pontua ela.
“Participar do projeto de extensão sobre violência doméstica foi transformador. A palestra me fez enxergar que o silêncio perpetua o ciclo de agressões e que informação salva vidas. Agora, me sinto mais preparada para identificar sinais de violência e orientar outras pessoas a buscar ajuda. Levar esse conhecimento para fora da escola é uma forma de empoderamento e cidadania,” opinou a aluna do 1º ano EJA, Francisca Paula, que participou da palestra.
Texto: Emilly Coelho



