Programa “Família Acolhedora” muda a vida de crianças em Marabá

De acordo com a SEASPAC, em 2022, 13 crianças passaram pelas famílias acolhedoras em Marabá. Atualmente, há 15 famílias habilitadas e 10 crianças inseridas no programa.
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“É como se a criança estivesse passando por uma longa tempestade e a família a protegesse dessa chuva. Isso é ser família acolhedora”. É assim que o diretor da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (SEASPAC), Luiz Silva, define o papel do Programa Família Acolhedora.

A iniciativa foi implantada a partir de novembro de 2017 em Marabá, com o Serviço de Acolhimento Familiar (SAF), amparado pela Lei Municipal 17.809/2017 e ligado diretamente à SEASPAC, cujo objetivo é oferecer um lar temporário para crianças e adolescentes afastados das famílias biológicas, por determinação judicial, diante da violação de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a SEASPAC, em 2022, 13 crianças passaram pelas famílias acolhedoras em Marabá. Atualmente, há 15 famílias habilitadas e 10 crianças inseridas no programa.

O acolhimento

O programa Família Acolhedora entrou na vida de Daiane Cristina, de 34 anos, por meio de um projeto no Abrigo Institucional da SEASPAC há 6 anos, onde conheceu como funcionava o SAF. A partir daí, a autônoma se aprofundou no tema e entrou na lista de famílias acolhedoras. Ela, que tem dois filhos e ama fazer parte do programa, está acolhendo a sexta criança.

“É muito prazeroso a gente ajudar a criança a ter uma família, se sentir amada e mostrar que aqui ela está protegida. É maravilhoso isso. A criança que está aqui agora, logo que chegou pela primeira vez, já veio com um sorriso lindo no rosto, dando boa tarde, toda alegre. Isso é o que me encanta”, afirma.

 

Daiane foi a grande incentivadora para que a dona de casa, Jeane Márcia Carvalho, de 44 anos, também fizesse parte do projeto, do qual participa há 4 anos. “Fiquei sabendo através dela, que é minha vizinha, e a partir daí procurei me aprofundar sobre como funcionava. E como eu gosto muito de crianças, a equipe deles fez a visita, aqui em casa, e assim comecei a participar”, destacou.

Jeane revela que já perdeu a conta de quantas crianças já acolheu, mas cada nova criança é uma experiência diferente e inexplicável.

“É amor de mãe mesmo, não tem outra palavra. Quando alguém chega aqui em casa e pergunta aos meus filhos de quem é esse neném, eles respondem: é meu irmãozinho. Eles se apegam muito. Eu amo tanto esse projeto que, quando a criança tem que ir embora, eu já ligo pra eles perguntando se há outra pra acolher”, relata.

 

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