Professores “cruzam os braços” na rede estadual de ensino do Pará

Protestos ocorrem, nesta quinta-feira (2), em centenas de escolas públicas da Rede Estadual de Ensino e deixam milhares de alunos sem aula.
Fotos: Reprodução

Nesta quinta-feira (2), milhares de estudantes da Rede Estadual de Ensino do Pará ficaram sem aula devido a uma paralisação dos professores. O movimento, que tende a se encaminhar para uma greve, cobra do governo Helder Barbalho (MDB) mais eficiência e compromisso por parte da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no trato com servidores e alunos.

Durante uma live que tratava de uma formação para os professores, no dia 6 de fevereiro de 2023, o novo Secretário de Educação, Rossieli Soares, fez uma série de promessas aos educadores, porém já se passaram quase 30 dias e “tudo continua como antes no quartel de Abrantes”, ou seja, nem a lotação dos professores a Seduc conseguiu realizar para o ano letivo 2023.

O movimento cobra “de novo” uma reinvindicação antiga, a lotação dos educadores por jornada de trabalho. Pontos de pauta como o pagamento de progressões atrasados; implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) unificado; extinção de sábados letivos; concurso de público devido a enorme quantidade de professores contratados e a reforma e construção de centenas de escolas que estão “caindo aos pedaços” por todo o Pará.

No dia 16 de janeiro de 2023, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o aumento de 15% para o piso salarial nacional dos professores da Educação Básica Pública para o exercício de 2023, entretanto Helder Barbalho comunicou que só pagaria o reajuste a partir do mês de abril de 2023. Com essa medida, o governador economizaria 3 meses, pois o reajuste tem que ser pago a partir do mês de janeiro de 2023.

A gestão de Helder na área da educação é vista pelos educadores como um desastre. Além de poucas escolas reformadas e construídas, existe uma enorme falta de pessoal nas unidades de ensino; a merenda escolar é considerada de péssima qualidade; não existe formação continuada para os professores e as escolas de tempo integral estão abandonadas e sem rumo pedagógico.

O resultado de toda essa incompetência: O Pará ficou nas duas últimas posições no IDEB de 2019 e 2021. O quadro atual reflete diretamente na péssima qualidade do ensino básico e na formação precária de crianças, jovens e adultos do Estado do Pará. (Pedro Souza/Portal Debate)

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