Procurador afirma que ‘organização criminosa’ comanda bloqueios em rodovias do Brasil

Procurador-geral de Justiça, Mário Sarrubbo, disse que pretende identificar quem está financiando os bloqueios nas estradas do país.
Bloqueio de caminhoneiros na rodovia Presidente Dutra, na altura de São José dos Campos (SP). Lucas Lacaz Ruiz/Estadão

SÃO PAULO (SP) – O procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, Mário Sarrubbo, afirmou nesta terça-feira (8) que existe uma “grande organização criminosa” com funções pré-definidas, financiadores e arrecadadores, se referindo às obstruções nas rodovias do país. Para Sarrubbo, há empresários envolvidos no financiamento. Os nomes, entretanto, não foram divulgados.

“Há movimento organizado, que começou com as estradas e agora foram para quartéis e estamos vendo. Há uma grande organização criminosa com funções pré-definidas, com financiadores e arrecadadores com mensagens de Pix e estamos estabelecendo quem exercia qual função. A ideia é derrubar essa organização”, afirmou.

Segundo Sarrubbo, a ideia é colher informações e continuar os trabalhos de identificação. “São empresários que ainda não podemos falar, mas empresários estão financiando esses movimentos. Há uma questão financeira importante. Os movimentos são muito parecidos”, disse.

O procurador afirmou ser favorável à manifestação, mas não se pode admitir a volta do AI-5 ou pedir que as eleições não sejam respeitadas.

A declaração se deu após reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e os procuradores do Espírito Santo e Santa Catarina para discutir as investigações das obstruções nas rodovias e se houve financiamento.

Além de Sarrubbo, estavam presentes o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, Fernando Comin, e a procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo, Luciana Andrade.

A procuradora Luciana Andrade afirmou que, além dos movimentos de bloqueios de estradas e de movimentações centralizadas em algumas cidades, há um movimento também do empresariado na denominada “Lista de Schindler”, que é criar uma lista de pessoas e de empresários cujos consumidores não deveriam consumir produtos ou serviços.

“A livre iniciativa do comércio não é algo que a gente não via há muitos e muitos anos. Isso também tem tido o olhar atento do Ministério Público como defensor da democracia e precisa ser repudiado por qualquer cidadão escada da brasileira. Empresários têm atuado diretamente em um trabalho análogo e bem simultâneo”, disse. (Portal Debate, com CNN-Brasil)

Bloqueios bolsonaristas nas estradas começam a ser desfeitos | Geral
Foto: Reprodução

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