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Preso por agredir mulher é ouvidor do SUS e ex-candidato a vereador

Na ocasião, o homem se negou a ser preso pela PM alegando ser servidor público. E, de fato, ele é ouvidor municipal do Sistema Único de Saúde, segundo pesquisas feitas pela Reportagem
O servidor público Jedean Peres Milhomem em foto publicada no site da Prefeitura Municipal | Foto: Divulgação/Secom PMM
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Jedean Peres Milhomem, homem suspeito de ter agredido a própria companheira nesta quinta-feira (30) e ter se recusado a ser preso pela Polícia Militar alegando ser servidor público, exerce a função de ouvidor do Sistema Único de Saúde (SUS) em Marabá e, além disso, já foi candidato a vereador no município em uma eleição passada. A informação foi levantada pela Reportagem do Portal Debate Carajás junto às folhas de pagamento da Prefeitura Municipal de Marabá e aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O caso foi registrado por volta das 18h30 de ontem, na Rua Sérvulo Brito, Núcleo Cidade Nova, em Marabá. Segundo o boletim de ocorrência, foi a vítima quem denunciou o crime pessoalmente a uma guarnição policial que costuma rondar pela Praça São Francisco para relatar o contexto da violência que o companheiro havia cometido momentos antes.

De posse das informações da própria vítima, os policiais seguiram para a residência do casal, nos altos de um prédio. Lá, encontraram Jedean, que negou as acusações da mulher e resistiu à prisão, sustentando que não poderia ser preso por exercer função pública.

Ele, segundo pesquisa do Portal Debate Carajás à folha de pagamento da prefeitura, é ouvidor do Sistema Único de Saúde (SUS) em Marabá. O homem também já foi candidato a vereador do município, na eleição de 2016, pelo antigo Partido Popular Socialista (PPS). Ele conquistou 521 votos, o que foi insuficiente para garantir um assento na Câmara Municipal.

No caso de prisão em flagrante por violência doméstica e familiar contra a mulher, Jedean precisou ser algemado pelos policiais para garantir a própria integridade física dele, que estava alterado. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil. (Portal Debate Carajás)

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