A definição dos nomes para compor a lista sêxtupla ao Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça do Pará, que neste momento corresponde a uma vaga destinada exclusivamente à advocacia pela OAB, tem gerado debates entre membros da classe. O Quinto Constitucional, previsto na Constituição Federal, assegura que um quinto das vagas nos tribunais seja ocupado por representantes da advocacia e do Ministério Público, em listas separadas.
Desta vez, a vaga em disputa será preenchida por um advogado indicado pela OAB-PA, que já selecionou os 12 candidatos habilitados para compor a lista que será encaminhada ao Tribunal de Justiça. Em meio a esse processo, surgiram críticas do advogado José Ronaldo Campos, que alegou a existência de “costuras de bastidores” e “conchavos velados” que teriam prejudicado a participação de candidatos do interior do Pará, como ele.
O presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, rebateu as acusações e afirmou ter votado em Campos, ressaltando que o candidato não seguiu a recomendação de visitar pessoalmente todos os conselheiros da Ordem antes da sessão de arguição. “Penso que o Zé está entre os poucos candidatos que agregam as três virtudes mais importantes para ocupar o cargo em disputa: experiência, ética e humildade”, disse Barreto, acrescentando que a ausência dessa visita pode ter influenciado o resultado.
Barreto destacou ainda que a disputa foi apertada, com diferenças de poucos votos entre os concorrentes, e negou que o Conselho tenha agido por interesses políticos ou em retaliação a candidatos ligados a gestões anteriores. “O Conselho não deu chance apenas para candidatos da gestão anterior”, afirmou, destacando que o processo foi conduzido de forma isenta e livre de pressões internas ou externas.


