MARABÁ (PA) – A Defesa Civil de Marabá emitiu um alerta, na manhã desta quinta-feira (6), após a forte precipitação registrada durante a madrugada, que resultou em alagamentos em diversos pontos da cidade, localizada no sudeste do Estado do Pará, mas o estrago foi enorme, embora este problema de alagamentos ocorra há décadas nas ruas de Marabá.
O volume de chuva medido nas últimas horas foi de aproximadamente 52 milímetros, cerca de 32% da chuva esperada para o mês de novembro de 225, que possui uma média pluviométrica histórica de 162 milímetros. De acordo com moradores, o “toró” que caiu foi fora do normal. Para os incautos, as correntezas pelas ruas e avenidas de Marabá, em época de chuva, “entra gobierno y sale gobierno” e elas continuam por aqui.
Durante o dia, as equipes da Secretaria de Obras Públicas e Defesa Civil trabalharam constantemente para realizar o monitoramento das áreas de risco, auxiliando moradores e iniciando a desobstrução de bueiros e canais, bem como o Serviço de Saneamento Ambiental de Marabá atuou regularmente na limpeza de grotas e na prevenção de alagamentos em vários pontos da Terra de Francisco Coelho.
Os serviços ocorrerão toda semana, de segunda a sábado, por meio de um cronograma em pontos estratégicos onde há maior incidência de alagamentos ou entupimentos. Em todo o complexo de grotas nos núcleos Cidade Nova e Nova Marabá, foi realizada a limpeza com maquinário e agora está na fase de limpeza manual nos locais onde as máquinas não podem entrar em razão da ocupação desordenada por alguns moradores.
Durante esta semana, as equipes do SSAM estiveram na “Grota Criminosa”, realizando a limpeza da vala e retirando lixo e entulho desde a nascente até a Foz, de onde foram retirados, inclusive, pedaços de colchão e cama box. A reportagem do Portal Debate apurou que geralmente as três primeiras chuvas fortes do ano costumam causar alagamentos devido a quantidade de entulho e lixo arrastados pela água da chuva.
Segundo a Prefeitura de Marabá, além da limpeza da “Grota Criminosa”, foi realizada, ao longo dos últimos meses, a limpeza das grotas que deságuam nela, como as grotas da Folha 1, Folha 6, Folha 14, Folha 16, Folha 25. Também foi realizada a limpeza das grotas das Folhas 33 e 35, que não deságuam na “Criminosa”. Dados dão conta de que existem mais de 100 grotas espalhadas pelas ruas de Marabá.
Em contato com a reportagem, a Prefeitura de Marabá reforçou a importância da colaboração da população para manter a cidade limpa. O descarte irregular de lixo em bueiros e grotas compromete o fluxo da água e pode causar sérios problemas de alagamentos, ambientais e de saúde pública. Além de dificultar o trabalho das equipes de limpeza, o acúmulo de resíduos favorece a proliferação de vetores de doenças, como ratos e insetos, que poderão causar a morte de pessoas.
A conscientização da população sobre a importância da separação e do descarte adequado dos resíduos ajuda a criar uma sociedade mais sustentável e saudável, garantindo um ambiente melhor para as futuras gerações. O descarte correto é uma responsabilidade de todos os marabaenses. Nesta época de chuva, costuma-se ver políticos que estão há anos no poder, porém não moveram uma palha para resolver este problema crônico de alagamentos em Marabá.
Nesta quinta-feira (6), em um levantamento realizado pelo Portal Debate, nos últimos oito anos, foram removidos cerca de 300 imóveis construídos às margens ou sobre as grotas existentes em Marabá. No entanto, por falha na fiscalização, foram erguidas cerca de 600 novas casas de maneira irregular em locais, próximos a grotas e rios, que poderão provocar alagamentos em Marabá. Como diz o ditado popular, “se não arrochar o buriti, vira bagunça”. (Portal Debate)



