Prefeitura nega participação em desocupação no Bairro Infraero

“A operação foi conduzida por ordem da Justiça Federal, não cabendo a órgãos municipais qualquer tipo de interferência”, diz trecho de nota de esclarecimento publicada pela prefeitura nesta quarta-feira (15)

A operação ocorrida na ocupação da Infraero, na terça-feira (14), fez parte de ações conduzidas pela Justiça Federal em Ação de Reintegração de Posse, promovida pela Infraero (órgão federal), com o objetivo de desocupar a área chamada de Cone de Proteção de Pousos e Decolagens, área sensível e de alto risco para ocupação, com vedação total de edificações.

Tanto a Infraero quanto o Comando da Aeronáutica já foram enfáticos em dizer que se a área não for desocupada, o aeroporto de Marabá será fechado para voos comerciais.

Nota de esclarecimento publicada pela prefeitura nesta quarta-feira (15) afirma que a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU), órgão ligado ao município de Marabá, foi convocada para o processo apenas como auxiliar técnica do juiz federal, para realizar cadastro social de moradores, que estavam residindo na área chamada “Piçarreira” até dezembro de 2020, bem como fazer levantamento técnico/topográfico de quais lotes estavam vazios até dezembro de 2020, na área ao lado. Com a conclusão do cadastro social e do levantamento, a SDU vai indicar às famílias, os terrenos que serão liberados pela Justiça Federal para construção.

É importante ressaltar que não é de responsabilidade da SDU e da Prefeitura de Marabá a remoção das famílias, demolições de edificações e a reintegração da área ao Governo Federal. A operação foi conduzida por ordem da Justiça Federal, não cabendo a órgãos municipais qualquer tipo de interferência, pois a área pertence ao Governo Federal, com liberação para uso da Infraero e Comando da Aeronáutica.

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