Cancelamento do carnaval 2022 é quase certo em Marabá

O prefeito Tião Miranda (PSD) deverá anunciar a suspensão da festa momesca nos próximos dias, devido ao aumento do número de casos da covid-19
O Hospital Municipal de Marabá | Foto: Divulgação

A taxa de ocupação de 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 93,7% dos leitos de enfermaria exclusivos para covid-19 levaram o prefeito Tião Miranda (PSD) a cancelar as festas oficiais de fim de ano em Marabá, no sudeste do Pará. A decisão tem dividido opiniões e causado polêmica entre os defensores das festividades. E deve causar ainda mais, visto que a possibilidade de a prefeitura cancelar o carnaval 2022 no município também é muito grande — quase certa —, como o Portal Debate Carajás noticiou na semana passada.

Os amantes dos tradicionais blocos “Gaiola das Loucas”, “Vai Quem Quer” e outras agremiações que fazem o carnaval de rua deverão receber, nos próximos dias, uma notícia indesejada: o cancelamento do carnaval de rua de 2022 em Marabá. Para muitos, apenas o carnaval estaria sendo prejudicado, pois não existe restrição para nenhum outro tipo de evento com aglomeração.

Nos últimos dias, o Portal Debate Carajás conversou com pessoas ligadas a Tião Miranda sobre a possibilidade de cancelamento dos eventos festivos na cidade. O gestor, em vários momentos, teria deixado claro que não pretende autorizar a realização do carnaval na cidade. Além disso, as festas particulares serão observados “de perto” pelos órgãos de fiscalização.

A prefeitura disse que um dos fatores causadores da preocupação sobre o aumento no número de infectados é a baixa taxa de imunização da população nos municípios vizinhos, pois o déficit pode causar sobrecarga no sistema de saúde da cidade de Marabá.

Já Secretaria de Estado da Saúde do Pará (Sespa) informou que “está estimulando os municípios a realizarem campanhas de busca ativa de faltosos”. O Portal Debate Carajás ouviu também diversas pessoas sobre as medidas para se controlar a evolução da covid-19 na cidade. A maioria absoluta defendeu a volta obrigatória do uso de máscaras, limpeza das mãos com álcool em gel e a exigência do distanciamento social no comércio e estabelecimentos públicos.

No entanto, a exigência de uma medida polêmica vem ganhado força nas redes socais: o uso obrigatório do “passaporte de vacina” em eventos com aglomerações e em locais públicos de Marabá: “Se o cara optou por não tomar a vacina, ele não possui a prerrogativa de andar livremente pelas ruas da cidade para não contaminar outras pessoas”, afirma o leitor Osvaldo Santos.

A nova variante ômicron do coronavírus representa um “risco muito elevado” para o planeta, advertiu nesta segunda-feira (29) a Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão mundial de saúde também destacou as muitas incógnitas sobre esta variante, especialmente sobre o perigo real que ela representa para o mundo. A nova variante (ômicron) é originária da Índia, mas já chegou a 4 continentes. Já existe um caso suspeito em São Paulo em tratamento e observação.

Tião Miranda deverá seguir a mesma linha dos prefeitos de Santarém, Itaituba, Juruti (esta chegou a decretar toque de recolher), entre outras cidades do Pará, que já anunciaram a suspensão das comemorações de Ano Novo e carnaval devido ao alto número de novos casos da covid-19 no Pará.

Se a população de Marabá não cooperar no cumprimento do protocolo sanitário, o retorno das medidas restritivas poderão voltar a fazer parte de nosso cotidiano. Apesar da baixa quantidade de óbitos, o aumento do número de novos infectados já se aproximou de 400% e isso voltou a preocupar a popular e o poder público de Marabá. (Pedro Souza/Portal Debate Carajás)

Desfile do Bloco Gaiola das Loucas – Crédito: Reprodução

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