Prefeitura de Marabá entrega cestas básicas e água potável para comunidades ribeirinhas

A ação beneficiou famílias que moram às margens do Rio Tocantins e que tiveram a produção agrícola atingida pela enchente
Crédito: Secom PMM

Duas comunidades ribeirinhas foram visitadas, nesta quinta-feira (14), pelos agentes da Coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil (Comdec). As famílias que moram às margens do Rio Tocantins e que tiveram a produção agrícola atingida pela enchente receberam cestas básicas de alimentos e água potável.

A ação contou com apoio de militares do Exército com servidores e uso de dez lanchas para o transporte. A comunidade de Boa Esperança foi a primeira visitada, localizada na margem direita do Rio Tocantins. No local, moram 135 famílias ribeirinhas, que sobrevivem da pesca e de pequenas plantações de hortifruti .

Para Marcos Andrade, Assessor da Defesa Civil, o atendimento se faz necessário e urgente, pois o que as famílias tinham para sobreviver, foi levando pela enchente. De acordo com ele, esta é a terceira ação de entrega de cestas de alimentos nas comunidades de Boa Esperança e São Sebastião, região rural denominada Carrapato.

“Tivemos que manter uma logística de dois dias e decidimos vir atender essas famílias in loco. Esta é a terceira remessa de cestas básicas que estamos trazendo, já atendemos com a distribuição de colchões e agora mais cestas de alimentos e água potável e hoje são duas comunidades, onde vamos atender mais de 200 famílias na região do carrapato”, explica.

Famílias, como da aposentada Maria da Conceição Monteiro dos Santos, 73 anos. “Esta ação é maravilhosa, é algo muito importante para as famílias numa época de dificuldades como a pandemia e a enchente onde perdemos praticamente tudo aqui na região”, conta.

A agricultora Aldaires Ribeiro da Silva, 57 anos, disse que toda produção ficou submersa pela água. “Esse benefício está ótimo e veio em boa hora porque perdemos tudo, plantações e tudo. Essa semana fomos tirar a macaxeira que ficou debaixo d’água e estava tudo podre, não serve pra nada, então o que estamos recebendo aqui hoje é uma ajuda de grande valia para nós”, revela.

 

De acordo com Aldemir Pereira de Souza, o popular Maranhão, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Boa Esperança, nos últimos três meses, período da enchente, muitas famílias receberam ajuda de outros moradores da comunidade e da assistência da Defesa Civil.

“Junto com a Defesa Civil estamos atendendo todas as famílias da comunidade com a cesta básica e também outros atendimentos que são feitos. É importante olhar para as comunidades ribeirinhas, pois precisamos de muito apoio para todos, principalmente neste período”, relatou.

O agricultor Júlio Inácio de Melo, 58 anos, afirma que, com a enchente, a área em que mora foi atingida e teve que mudar para a casa do presidente da associação com a família. “A dificuldade não foi fácil. A água invadiu nossas casas e tivemos que vir todos para a casa do presidente da associação e tivemos que compartilhar a nossa vida, pois perdemos muita coisa, perdi duas linha de milho e feijão, produtos que a gente vende na cidade para ir comprando o óleo, o arroz o café, e aí ficamos praticamente sem nada”, explica. (Portal Debate com informações da Secom PMM)

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