MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – O ano de 2026 começa com mobilização total da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Por meio do Departamento de Vigilância Ambiental e Endemias, a Prefeitura de Marabá retomou nesta primeira quinzena de janeiro as ações estratégicas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Nesta quarta-feira (21), as equipes concentraram as atividades no núcleo São Félix, realizando visitas domiciliares e orientando os moradores.
A escolha das localidades para este início de ano não é aleatória. Segundo Bruno Anchieta, coordenador de Vigilância Ambiental e Endemias, o planejamento foca em áreas com histórico de alta infestação. “Começamos pelo bairro Laranjeiras e agora estamos no São Félix. Este núcleo é um dos que apresenta maior incidência de infestação, por isso intensificamos a visitação de casa em casa justamente no período de sazonalidade da doença, que vai de janeiro até meados de maio”, explicou.
Bruno Anchieta, coordenador de Vigilância Ambiental e Endemias
Durante as vistorias, os agentes de endemias buscam eliminar focos e, principalmente, educar a população. O trabalho é baseado nos dados do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado bimestralmente. Quando o índice de infestação ultrapassa os 4%, as equipes são unificadas para intervenções mais pesadas.
Bruno Anchieta ressalta que o poder público atua com estratégias de comunicação e saúde, mas a colaboração do cidadão é vital. “Pedimos a responsabilização da população. É necessário ter ciência dos próprios atos: descartar o lixo no horário certo, não jogar resíduos na rua e evitar o acúmulo de recipientes que possam servir de criadouros. O morador precisa assumir essa responsabilidade com o seu quintal”, alertou.
O agente de endemias Frank Martins, que estava em campo no São Félix, reforça que o período chuvoso, conhecido como inverno amazônico, exige atenção redobrada. “A gente entra no imóvel, elimina o foco e faz o tratamento, mas a parte educativa é mais importante. Às vezes os moradores cobram a gente, mas em poucos meses, se não houver cuidado, os focos voltam. Uma tampinha de garrafa ou casca de ovo é suficiente para a fêmea depositar os ovos”, detalha Frank.
Frank Martins, agente de endemias
Novas diretrizes e descentralização do atendimento
Para 2026, a Vigilância em Saúde trabalha em uma nova articulação: a unificação de forças entre os agentes de endemias e os agentes comunitários de saúde (ACS), seguindo novas diretrizes do Ministério da Saúde para o combate vetorial.
No que diz respeito à assistência médica, Marabá segue como município endêmico, mas com controle rigoroso para evitar picos epidêmicos. Além do suporte já consolidado no Hospital Municipal, a gestão municipal está articulando a descentralização do atendimento. “Estamos organizando para que pacientes com sintomas de dengue também sejam atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), facilitando o acesso ao serviço assistencial mais perto de casa”, finalizou Bruno Anchieta.

Dicas para a população:
– Não deixe água acumulada em nenhum tipo de recipiente;
– Mantenha quintais limpos e descarte lixo em sacos fechados para a coleta regular;
– Atenção especial a pneus, garrafas e calhas;
– Receba os agentes de endemias: eles estão capacitados para ajudar a proteger sua família e sua vizinhança.
(Secom PMM)



