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Preço da gasolina nas alturas diminui número de carros nas ruas de Marabá

Motorista anda trocando o carro pela bicicleta devido ao alto valor do litro de combustível.
Crédito: Reprodução
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Nos últimos dias, os constantes aumentos no preço dos combustíveis vem provocando um fenômeno social nunca visto antes, pois passou a ser perceptível a diminuição do número de veículos, trafegando nas ruas de Marabá, no sudeste do Pará, até mesmo no chamado “horário de pico” ou “hora do rush”.

A Reportagem do Portal Debate Carajás conversou com Jocenilson Silva Souza, coordenador do Departamento Municipal de Trânsito Urbano (DMTU), sobre o assunto. Ele afirmou que a gasolina cara e e preferência dos condutores pelo uso da “bike” vem diminuindo o número de carros nas ruas de Marabá. Jocenilson Souza afirmou que o fenômeno social se torna mais visível durante os finais de semana.

Segundo o Diretor do DMTU, Marabá possui uma frota de cerca de 165 mil veículos, a 3ª maior do estado do Pará, entre os carros fixos e flutuantes. Ele afirmou que a preferência pelo “pedal” não está ocorrendo somente devido ao preço da gasolina. “As pessoas estão trocando o carro pela ‘bike’ como uma forma de praticar esporte”, finaliza Jocenilson.

A Reportagem conversou com alguns donos de veículos e vários deles afirmaram que devido ao preço elevado da gasolina, nos finais de semana, o automóvel está ficando na garagem como uma forma de se economizar. Na manhã do último domingo (26), por volta de 10h, não se via uma “viva alma” na Avenida Tocantins, bairro Novo Horizonte, nem na Rua Itacaiunas, próximo ao Hospital Cilmec, no Cidade Nova.

O “sumiço” dos veículos pode ser observado, em determinados horários, na extensão da própria BR-230. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem atribuído o preço alto da gasolina e de outros combustíveis a um imposto estadual, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Bolsonaro chegou a afirmar que o valor tem subido por uma “ganância” de governadores.

Informações oficiais, porém, mostram que o fator que mais pesou para o aumento do preço nos últimos meses não foi o ICMS, mas sim os reajustes feitos pela Petrobras. O imposto estadual compõe uma parte importante do valor que os motoristas pagam nos postos, mas os percentuais cobrados não sofreram alterações recentemente.

O que compõe o preço da gasolina

O preço da gasolina comum é composto por cinco itens, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis):

● Preço do produtor (refinarias da Petrobras e importadores);

● Preço do etanol – o combustível que chega aos postos tem 73% de gasolina A e 27% de etanol;

● Tributos federais – PIS, Cofins e Cide;

● Imposto estadual – ICMS;

● Distribuição, transporte e revenda.

Fonte: Portal Debate Carajás

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