Prazo para vacinação contra brucelose é prorrogado no Pará por falta de vacina

O território paraense tem o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 26 milhões de cabeças de gado.

No Pará e em mais outros estados da região Norte do país o prazo para vacinação da brucelose precisou ser esticado pela falta de vacina no mercado para prevenir a doença. O Momento Agro é um oferecimento do Auto Posto Maverick – Sempre perto de você, Sicredi – Não é só dinheiro. É ter com quem contar, e Intergrãos – Insumos e produtos agropecuários.

“A gente teve uma situação atípica, houve uma falha na produção e na distribuição da vacina contra a brucelose que é utilizada para vacinar as bezerras de três a oito meses.”, afirma Giovani Girardelli, médico veterinário.

A prorrogação teve mais trinta dias. Agora o pecuarista pode ir até a Agência Agropecuária comprovar a vacinação até 31 de julho. Caso o criador não imunize o rebanho, além de pagar multa também tem o cadastro bloqueado na Adepará. O território paraense tem o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 26 milhões de cabeças de gado.

O controle é necessário para evitar prejuízos econômicos e também para ter segurança para os criadores. É uma doença transmitida pelo contato com sangue e até carne e leite sem cozimento.

“A brucelose é uma zoonose, pode infectar o homem, principalmente quem lida no campo tirando leite, fazendo uma cirurgia, tendo contato com o animal doente. (…) É uma doença com índice muito grande no nosso estado. Então o produtor protege com a vacina, o rebanho e ele próprio e a família.”

Sintomas de Brucelose em humanos

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Dores nas articulações
  • Cansaço
  • Perda de peso
  • Náuseas
  • Vômito
  • Calafrios

Essa vacina deve ser aplicada a cada seis meses. Em caso de suspeitas, o órgão deve ser comunicado de forma imediata. O principal sintoma que pode ser observado nas fêmeas é o aborto.

“Geralmente se o produtor suspeita de algum animal dele abortando ou o animal morre logo depois que nasce, o produtor precisa acionar o médico veterinário que vai fazer a coleta para o exame e caso fique comprovado, esse animal será direcionado para um abate sanitário.”, explica Giovani Girardelli. (Com Confirma Notícia)

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