O governador
diplomado do Pará, Helder Zahluth Barbalho (MDB), 39 anos, enfrentará
uma verdadeira “maratona”, no dia 1º de janeiro. Às 9 horas, ele tomará posse
no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), ao lado do
vice-governador Lúcio
Vale (PR)
. A comitiva de Helder Barbalho chegará às 15 horas, ao
Carajás Centro de Convenções, em Marabá, onde será realizada uma posse
simbólica. Às 18h 30, outra posse simbólica vai acontecer na cidade de
Santarém, na região do Baixo Amazonas, oeste do Pará.
 
As três
posses de Helder Barbalho fazem parte de uma estratégia político-administrativa,
visando à integração entre as regiões mais distantes do poder central do
governo do estado. O movimento de emancipação das regiões do Tapajós e Carajás
expressou o sentimento dos povos, no ano de 2011, em relação ao tratamento
recebido nas áreas de saúde, educação, combate à violência e condições das
rodovias.
 
A Região
do Carajás estará representada no “núcleo duro do governo” pelo atual Ministro
da Integração Nacional, engenheiro civil Pádua Andrade. Ele vai ocupar a pasta da Secretaria de
Estado de Transporte
e será responsável pelo ordenamento de um dos
maiores orçamentos da estrutura de governo. Na esfera política, a habilidade de articulação será essencial, caberá ao
futuro Secretário de Transportes e ao futuro Secretário Regional de Governo, João Chamon,
atender as demandas políticas do grupo que apoiou Helder Barbalho, em Marabá,
ainda não contemplados no futuro governo.
Com uma
diferença de 405 mil votos, apenas, para o candidato Márcio Miranda, ligado a Simão
Jatene, Helder Barbalho precisa atender os interesses políticos ligados a setores
do PT, em Marabá, valorizar o médico Manoel Veloso, com seus 47 mil votos para
prefeito, em 2016, e cumprir os compromissos políticos com o grupo dos irmãos Salame.
As “pedras estão no tabuleiro de xadrez”, capacidade de articulação política, Pádua Andrade, João Chamon e Helder Barbalho possuem de sobra, basta “saber jogar”.