Nos últimos anos, temos visto um aumento significativo de ataques a escolas no Brasil, o que tem deixado a sociedade brasileira preocupada e em busca de soluções. Entretanto, a pressa em encontrar soluções imediatas e estapafúrdias, como a colocação de policiais nas escolas, a instalação de detectores de metais e a presença de seguranças armados, tem sido mais prejudicial do que benéfica. Isso porque essas medidas não contribuem para prevenir novos ataques nem proteger nossas crianças e professores.
Na realidade, o que as autoridades têm esquecido é o detalhe mais importante: consultar os educadores. Um conselho de especialistas em educação seria capaz de analisar o cenário, estudar as medidas que fracassaram ou deram certo em outros países e, aí sim, apresentariam um conjunto de propostas concretas e consistentes capazes de frear essa estupidez.
De acordo com mapeamento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre casos de ataques em escolas por alunos ou ex-alunos, foram listados 22 ocorrências desde 2002. Ao todo, 30 pessoas morreram, sendo 23 estudantes, 5 professores e 2 funcionários das escolas. Do total de casos, 13 (mais da metade) estão concentrados apenas nos últimos dois anos – 2022 e 2023. Isso demonstra claramente que as ações estão ligadas ao crescente discurso de ódio e ao incentivo para que a população se arme.
No entanto, a solução para esse problema é mais complexa do que simplesmente colocar policiais e seguranças armados nas escolas. Essas medidas não só não resolvem o problema, como também podem criar outros. A presença de policiais nas escolas, por exemplo, não aumentou a segurança nas escolas e não preveniu ataques violentos nos Estados Unidos, país com o maior número de ataques em escolas do mundo.
A solução, portanto, passa por ouvir os educadores e especialistas em educação, que podem propor medidas concretas e consistentes capazes de frear essa estupidez. É necessário que se estude as medidas que fracassaram ou deram certo em outros países e que se crie uma cultura de prevenção e respeito à educação no Brasil. (Com informações do Blog do Luiz Vieira)



