População rejeita “mimimi” e cobra políticos de Marabá

Assunto gerou repercussão nas redes sociais, nesta quinta-feira (2), e deixou milhares de pessoas indignadas com a treta entre Legislativo e Executivo.
Marabá-PA vista de cima | Foto: Reprodução

MARABÁ (PA) – A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Marabá (CMM), nesta quarta-feira (1°), não se encerrou com a vitória do vereador Ilker Moraes MDB), apoiado pelo deputado “Chamonzinho” (MDB), governador Helder Barbalho (MDB) e o ministro Jáder Filho (MDB), sobre o candidato Cabo Rodrigo (PL), indicado do prefeito Toni Cunha (PL).

A oposição se apropriou de uma fala infeliz, mas sem maldade ou etarismo, ao meu ver, proferida por Toni Cunha, durante a cerimônia de posse do prefeito eleito, vice-prefeito e vereadores, e passou a fazer “futricas”, fomentando um clima beligerante entre o Legislativo e Executivo de Marabá, culminando em uma nota inoportuna e açodada publicada pela CMM.

Em um país democrático, nenhum prefeito ou vereador, por maiores que sejam, possuem a prerrogativa de tentar insuflar a população contra os poderes criados pela Constituição Federal (CF) e seus ocupantes eleitos legitimamente pelo povo. O que a população de Marabá espera de seus políticos eleitos no dia 6 de outubro de 2024, é mais trabalho, menos “mimimi”, bom senso e respeito pela história de Marabá.

O gestor público que fica pagando blogueiros e influenciadores digitais para atacar desafetos, nas redes sociais, não vai muito longe na vida pública, pois os “print’s”, mensagens e áudios, mais cedo ou mais tarde, terminam vindo a público. O que se espera de um prefeito ou presidente de Câmara, é serenidade, bom senso, responsabilidade e compromisso em incentivar políticas públicas que tenham como objetivo melhorar a qualidade de vida da população, não a produção de uma indústria de “fuxicos”.

Nas redes sociais, houve uma rejeição enorme ao exagero da nota de repúdio da CMM e uma defesa da fala de Toni Cunha, mas muitas pessoas também deram razão às palavras publicadas por Ilker Moraes. Agora, usar este episódio para atacar um desafeto político na tentativa de crescer politicamente, me parece uma “forçação” de barra e um oportunismo sem tamanho. Lembrem-se de que a população não é boba em Marabá.

Ao eleger Toni Cunha e 21 vereadores, o povo da Terra de Francisco Coelho buscou a construção de uma Marabá mais humana, próspera, moderna, sem violência, com geração de emprego, respeitosa e digna, não uma cidade onde seus políticos sejam os primeiros a incentivarem a discórdia e o desrespeito. “Vão trabalhar, desmontem os palanques, porque a disputa eleitoral já passou e povo precisa de agentes públicos comprometidos com a paz social”. Estamos de olho!!! (Pedro Souza)

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