O policial militar Rafael Bizerra da Silva, de 37 anos, lotado no município de Açailândia (MA), foi preso no sábado (17), em Marabá, sudeste do Pará, em cumprimento a dois mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça do Maranhão. Ele também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A prisão foi convertida em preventiva no domingo (18) pela juíza plantonista Adriana Divina da Costa Tristão, da Comarca de Marabá. Rafael está afastado das funções públicas e responde a outro processo por homicídio no Pará.
No primeiro caso, investigado pela Comarca de Amarante do Maranhão, Rafael é apontado como um dos autores do homicídio de Gustavo Alves de Oliveira, de 22 anos, e da tentativa de homicídio contra Marcos Aurélio dos Santos Lopes, de 23. O crime ocorreu no dia 7 de abril de 2025, no povoado Gancho. Testemunhas relataram que as vítimas estavam em uma motocicleta quando foram interceptadas por um veículo branco, de onde partiram os disparos. Imagens de câmeras de segurança identificaram o automóvel como um Volkswagen Nivus registrado em nome de Rafael.
A segunda prisão temporária foi expedida pela Comarca de São Luís em 30 de abril. Conforme a investigação, no dia 8 do mesmo mês, um homem foi morto a tiros enquanto caminhava por uma rua da capital maranhense. Imagens de segurança registraram o momento da abordagem e dos disparos. A Polícia Civil identificou características específicas do mesmo veículo utilizado no crime anterior, o que reforçou o vínculo entre os dois casos. A Justiça também autorizou a apreensão do carro e a busca domiciliar.
No Pará, Rafael já era réu em um processo relacionado à morte do empresário Diogo Sampaio de Souza, conhecido como “Diogão”, executado a tiros em outubro de 2020 no bairro Marabá Pioneira. A vítima foi atingida por dois disparos efetuados por um atirador em um Fiat Way branco. O crime foi registrado por câmeras de segurança. Rafael chegou a ser preso em 2021, mas posteriormente passou a responder em liberdade.
Os processos agora tramitam nas respectivas comarcas dos crimes, e as investigações seguem em curso com cooperação entre as polícias civis dos estados do Maranhão e do Pará. A reportagem do Portal Debate não conseguiu contato com a defesa do acusado até a publicação desta matéria, mas o espaço permanece aberto para manifestação futura. (Portal Debate)


