Marabá
23°C
Scattered clouds

Policiais são presos acusados de tortura e estupro de garota no Pará

Garota diz que teve a cabeça enrolada com plástico enquanto era estuprada pelos policiais militares
Crédito: Agência Pará
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Durante a tarde desta na tarde desta terça-feira (21), três policiais do Batalhão de Polícia Tática (BPOT), conhecido como “Rotam”, acusados de estuprar e torturar uma jovem, de 18 anos, dentro de sua própria casa em Ananindeua, próximo a Belém, no estado do Pará.

O suposto estupro teria ocorrido no dia 13 de julho de 2021. A vítima procurou a Polícia Civil no mesmo dia para denunciar o caso e foi encaminhada para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para fazer exame de corpo de delito e o caso seguiu sob investigação.

O laudo médico apontou a existência de prova da materialidade do crime e indícios suficientes de estupro. O exame mostrou que houve fissura no ânus da vítima e também foi encontrado vestígios de esperma de um dos policiais, um tenente da Rotam, mas o nome dele não foi divulgado.

Para tentar identificar os policiais envolvidos no caso, a divisão de inteligência da Corregedoria da PM rastreou a viatura que estava próximo da casa da vítima no dia informado. Após a localização, a Corregedoria conseguiu identificar o nome dos policias que estavam trabalhando na viatura.

Nas investigações, as fotos dos policiais foram mostradas para a vítima, que reconheceu imediatamente os três acusados de entrar na residência. A jovem também apontou o tenente como sendo o PM que cometeu o crime de estupro, utilizando-se de violência.

De acordo com a vítima, de apenas 18 anos, os outros dois policiais enrolaram sua cabeça com um saco plástico. A tortura teria como objetivo fazer com que a jovem, que quase desmaiou, confessasse que seu companheiro era traficante na área de responsabilidade da Rotam.

A Corregedoria requereu a busca e apreensão dos aparelhos celulares utilizados pelos policias e a quebra de sigilo telefônico para obter outros elementos de prova necessários às investigações. Pelo andar da carruagem, os policiais se meteram numa grande encrenca.

Os três policias tiveram a prisão preventiva decretada, nesta terça-feira (21) e o processo corre em segredo de Justiça. A vítima atualmente encontra-se no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita), após receber ameaças de morte por ter denunciado o caso para a Polícia Civil. (Portal Debate Carajás, com Roma News)

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!