Policiais são acusados de abusos em escolas militares

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Um documento com 1.043 páginas de casos de abusos sexuais e assédios morais contra professoras e mães, cometidos, supostamente, por policiais militares em escolas da Polícia Militar será entregue à Assembleia Legislativa (ALE-AM) no próximo dia 27 de setembro pela Associação de Pais, Mestres e Comunitários (APMC).

A entrega do documento foi informada logo após o anúncio do adiamento da audiência pública na ALE-AM marcada para as 13h desta quarta-feira (18) sobre o caso do professor Anderson Rodrigues. Ele denunciou no fim de agosto à Polícia Civil que teria sido agredido e ameaçado pelo tenente-coronel, Cézar Andrade, gestor do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM1).

O advogado da AMPC, Ricardo Gomes, explicou que irá aproveitar o encontro na Assembleia para relatar uma série de denúncias de crimes sexuais e assédios morais sofridos, inclusive por crianças. “Tenho provas de cinco professoras e mães que sofreram abusos por militares nas escolas. Também estou apurando uma notícia de estupro de uma menor, mas ainda falta”, contou.

Ainda na fase de coleta de provas para a acusação, ele disse que tem informações de outros supostos crimes, mas que só irá divulgar quando reunir provas contundentes. O caso das cinco vítimas entre professoras e mães que sofreram abusos, ao menos, ele disse, já foi conseguido provas suficientes.

“Apesar de não ter todos os fatos, eles já foram denunciados à Polícia Civil junto à Corregedoria. Vou à ALE para o presidente da Casa encaminhar às comissões responsáveis e aos Ministérios Públicos. Tem vítimas sendo perseguidas. É um festival de omissão, e ainda nem citei os crimes de cunho financeiro”, continuou.

Um grupo de 90 pessoas foi na semana passada à ALE-AM denunciar sobre crimes de abuso de autoridade, abusos sexuais e desvios de dinheiro. Uma audiência para tratar do tema foi requerida pelo deputado Fausto Junior (PV) e adiada na manhã de ontem. Segundo o parlamentar, “muitos dos órgãos competentes não poderiam estar presentes hoje, precisamos ouvir o máximo de entidades possíveis para chegarmos em soluções concretas. Achamos melhor adiar para a próxima data disponível do plenário”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disse que 14 processos de assédio moral foram encaminhados aos co-gestores da Polícia Militar, e que investiga mais cinco. Sobre abusos sexuais, a ouvidoria não registrou ocorrências. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que o expediente da Corregedoria funciona até as 14h e que não foi possível checar sindicâncias.

Acrítica

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