Polícia suspeita que incêndio em escola de assentamento em Anapu é criminoso

Parte da mobília que compõem a escola foi destruída pelas chamas, como livros, cadeiras, quadros, armários e outros objetos

Policiais da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários e Meio Ambiente (DECA), de Altamira, foram acionados pelo Ministério Público para investigar um suposto incêndio criminoso, registrado no último dia 10 de janeiro, na Escola Municipal Paulo Anacleto, que fica no Assentamento Irmã Dorothy Stang, no Travessão do Flamingo, área rural de Anapu, no sudoeste do Pará.

Na denúncia inicial, os moradores teriam avistado durante a noite um drone sobrevoando as proximidades do reassentamento. Horas depois, na mesma noite, por volta das 23h, eles perceberam haver um grande foco de incêndio na escola que atende filhos de trabalhadores rurais que moram na localidade. A unidade de ensino, que é de responsabilidade do município, por ter a estrutura toda de madeira, ficou completamente destruída.

Parte da mobília que compõem a escola foi destruída pelas chamas, como livros, cadeiras, quadros, armários e outros objetos. Segundo a polícia, a escola já estava em fase de reconstrução e reforma. Os moradores já haviam ganhado cerca de mil tijolos para a instituição poder ser reformada de alvenaria. Essa não seria a primeira vez que a escola é alvo da ação criminosa.

Em 2022, um drone também teria sido avistado pelos moradores do assentamento antes do incêndio. A polícia suspeita de que a motivação seria devido a conflitos agrários na localidade, onde há a disputa de posse de propriedade rurais que ficam localizadas na região.

Após a formalização de denúncias, equipes da DECA, Polícia Civil e Científica de Altamira foram até o local para realizar o trabalho de investigação, ouvindo moradores, e de perícia na área onde aconteceu o incêndio. Testemunhas devem ser chamadas para falar sobre o caso que está sendo investigado.

Os policiais confirmaram que houve o incêndio e que supostamente seria criminoso. Um inquérito foi aberto pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários e Meio Ambiente de Altamira, que investiga o caso, para localizar possíveis suspeitos que estejam envolvidos no crime que causou prejuízo às 73 famílias que residem na comunidade rural. (Com Confirma Notícia)

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