A Polícia Civil prendeu, na tarde de ontem (15), por homicídio qualificado, os autores da morte do sargento da Policial Militar, Josivaldo Andrade. Os criminosos foram identificados como Fernando Assis Cardoso Silva; Ricardo Barbosa Monteiro; Marcilene do Socorro Barbosa Macedo e Eli Cristina Ribeiro da Conceição. O crime ocorreu no distrito de Outeiro, em Belém, na noite de terça-feira (14), quando o sargento da PM chegava em sua casa em sua motocicleta. Ainda não se sabe o que motivou o crime.

Yorran Ribeiro Messias, acusado de ser o autor dos disparos que mataram o militar no momento do crime, está foragido. As investigações foram realizadas pela Delegacia de Homicídios de Agentes Públicos (DHAP), sob comando do delegado Davi Cordeiro. A arma de fogo usada no crime, tipo pistola, foi apreendida.

O delegado Davi Cordeiro, titular da DHAP, conta que, após a captura de Ricardo Barbosa, filho de Marcilene, e a contribuição da população, por meio de denúncias anônimas feitas pelo 181 (Disque Denúncia), a equipe policial passou a identificar e chegar aos criminosos. Segundo o delegado, a ordem de executar o policial militar partiu de dentro do presídio do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará II (CRPP II), situado no Complexo Penitenciário de Santa Izabel do Pará, a mando do presidiário Jonatha Rosa Ramos, conhecido por “Branco”, que está recolhido na casa penal.

O delegado explica que Fernando Assis Cardoso Silva atuou como motorista do veículo usado na ação criminosa e foi quem conduziu Yorran Messias até próximo ao local onde a vítima foi baleada. Já Eli Cristina é apontada como a pessoa que recebia as ordens de “Branco” para organizar a logística da ação e repassava aos demais criminosos. Além de reunir os executores, ela repassou o endereço da vítima ao motorista Fernando Silva e também é acusada de ser a responsável por realizar diversos pagamentos referentes às ordens de “Branco”.

Após o crime, Fernando deu fuga a Yorran. Ele também é apontado como o responsável em buscar a arma da vítima com Yorran na casa dos acusados. A presa Marcilene do Socorro Barbosa Macedo é identificada como a mãe de Ricardo e cunhada do presidiário. Os acusados irão permanecer presos à disposição da Justiça. As investigações prosseguem com objetivo de localizar e prender Yorran Messias.

Texto: Liberal