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Polícia Militar abre sindicância para apurar acidente com ativista social

Poucos dias antes de o acidente acontecer, Noé havia se envolvido em polêmica com a Polícia Militar e o vereador Coronel Araújo (MDB) após supostamente desdenhar e difamar a corporação nas redes sociais
O estudante e ativista Noé Lima da Silva em pose para foto | Arquivo Pessoal
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MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – O dia 27 de junho de 2021 para sempre será lembrado pelo estudante de Direito e ativista dos Direitos Humanos Noé Lima da Silva em razão do grave acidente de trânsito que sofreu, envolvendo uma viatura da Polícia Militar do Pará. A ocorrência foi registrada na madrugada daquele dia, à 1h, no Km 7, Núcleo Nova Marabá.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, e que não cita o nome do ativista social em nenhuma linha, o acidente ocorreu no momento em que a motocicleta pilotada por Noé Lima saiu de trás de um caminhão muito rapidamente, não sendo possível visualizá-la a tempo de evitar a colisão.

Ainda segundo o documento de registro de ocorrência policial, ao qual este diário jornalístico teve acesso, a viatura envolvida no acidente leva o número 0406 e a placa QVU 2J18. O para-choque dianteiro e o capô da viatura foram danificados, segundo a corporação. Já Noé sofreu diversas fraturas na região do joelho esquerdo.

Em contato com o Portal Debate Carajás, o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Dayvid Sarah Lima, informou que a Polícia Militar instaurou uma portaria de sindicância para apurar os fatos ocorridos no dia 27 de junho, com o envolvimento do estudante e ativista Noé Lima da Silva.

Enquanto isso, Noé vem sofrendo com síndrome do pânico e depressão profunda, pelo medo de ser assassinado a qualquer momento. Ele declarou à Reportagem que o Governo do Estado, comandado por Helder Barbalho (MDB), não ofereceu o mínimo apoio financeiro ou psicológico em razão do acidente envolvendo um veículo público.

Apesar de ser apoiador do governador Helder Barbalho e do partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Noé Lima está provando o gosto amargo do desprezo da parte de quem detém o poder. Isto é, o estudante de Direito e ativista dos Direitos Humanos agora vira estatística no quadro de aliados do atual governo que foram abandonados à própria sorte em momentos difíceis.

Neste momento, Noé se encontra acamado e com a perna esquerda imobilizada após a cirurgia pela qual passou no Hospital Municipal de Marabá (HMM). O Portal fez contato com o ortopedista Felipe Vicente, responsável pelo procedimento do ativista social na unidade de saúde, mas ele não visualizou e não respondeu mensagens questionando sobre o quadro clínico do paciente.

Poucos dias antes de o acidente acontecer, Noé havia se envolvido em polêmica com a Polícia Militar e o vereador Coronel Araújo (MDB) após supostamente desdenhar e difamar a corporação nas redes sociais. Ele chegou a ser ameaçado de processo pelo advogado Marcel Affonso, representante da Associação dos Cabos e Soldados da PM, em nota de repúdio publicada nas redes sociais.

Ao Debate, o estudante e ativista afirmou que já constituiu advogado, porém vai aguardar o término do tratamento ortopédico para entrar com uma ação judicial contra o Estado do Pará por danos físicos, morais, financeiros e materiais.

Noé também reclama que os gastos com medicamentos são enormes e não vem recebendo ajuda do governo que tanto defendeu. Ele argumenta que já está recolhendo a documentação necessária para impetrar a ação judicial na busca de reparos aos prejuízos sofridos em decorrência do sinistro com a viatura policial.

O primeiro passo jurídico foi tomado por Noé nesta quinta-feira (8), com o registro de um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. O estudante e ativista registrou o caso pessoalmente, apesar dos problemas na locomoção que vem enfrentando nos últimos dias. (Portal Debate Carajás)

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