Nesta terça-feira (10), a Polícia Federal, em parceria com a Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), deflagrou a Operação “Tambaqui”, para desarticular uma organização criminosa especializada na obtenção de vantagens ilícitas decorrentes de saques e realizações de empréstimos consignados em benefícios previdenciários de pessoas falecidas.
Segundo informações da PF, a Operação mobilizou cerca de 50 Policiais Federais, que deram cumprimento a 17 mandados judiciais, sendo 10 mandados de Busca e Apreensão, cinco de Prisão Temporária e dois de Prisão Preventiva, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina (PI). Os mandados judiciais foram cumpridos nos municípios Teresina e Caxias (MA).
No decorrer das investigações, já foram identificados 68 benefícios atrelados à Organização Criminosa (Ocrim), dos quais já se confirmou que, em 24 deles, os beneficiários eram pessoas já falecidas. O prejuízo efetivo ao INSS, até o momento, é de mais de R$ 772 mil, enquanto que o prejuízo futuro estimado do INSS com o pagamento destes benefícios, com base na expectativa de vida do brasileiro segundo o IBGE, seria superior a R$ 10 milhões.
A pedido da Polícia Federal foi determinado o bloqueio judicial das contas bancárias dos CPFs de duas pessoas envolvidas nas fraudes identificadas e a suspensão judicial de 31 benefícios com fraudes comprovadas. Os investigados poderão responder pelos crimes de Organização Criminosa (Art. 2º da Lei 12.850/2013), Estelionato Majorado (Art. 171, § 3º do Código Penal); Falsidade Ideológica (Art. 299 do Código Penal) e Uso de Documento Falso (Art. 304 do Código Penal).
O nome Tambaqui decorre do fato dos investigados, em suas conversas, nomearem os benefícios previdenciários como “Tambaqui”. (Portal Debate com informações da Polícia Federal e do Native News)


