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Polícia destrói mais de dez mil pés de maconha no interior do Pará

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No primeiro dia da ‘Operação Colheita Maldita’, a Polícia Civil destruiu, nesta terça-feira (7), cerca de 10 mil pés de maconha, encontrados em um terreno do tamanho de cinco estádios de futebol. De difícil acesso, a área fica nas adjacências das comunidades Umirizal, São Luís e Areal, zona rural do município de Terra Alta, nordeste do Pará.

A ação foi executada pela Delegacia de Narcóticos, com participação de policiais civis da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais e peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Os agentes saíram de Belém na madrugada desta terça, em comboio terrestre. Na localidade, foram transportados pelo helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) até os terrenos das plantações.

“Nossas equipes fizeram levantamento de campo, que detectou as áreas de plantio. Foi feito, então, o planejamento, com a participação do Graesp, para fazer a identificação da área de plantio da maconha e transportar as equipes às áreas a serem exploradas, para se fazer a erradicação das plantações”, explicou o titular da Delegacia de Narcóticos, delegado Vitor Fontes.

“São áreas que já foram usadas anteriormente para este tipo de plantio, alvos de operações recentes, mas os traficantes costumam retornar para essas terras, que geralmente são localizadas em pontos estratégicos, com acesso à água para irrigação das plantações”, finalizou.

No local, foram encontrados sistema de irrigação, mudas de maconha e diversas plantações, uma ao lado da outra. Todo o material foi queimado. De acordo com a investigação, grande parte da droga abastecia o comércio de entorpecentes em Belém.

“Esta região tem crescido na questão de plantação de maconha. Esta é a primeira de muitas operações que vão acontecer aqui neste perímetro”, frisou o delegado.

“Vamos erradicar e queimar toda a droga e, posteriormente, investigar de quem é esta propriedade rural, para que possamos tomar todas as medidas judiciais”, complementou o delegado Augusto Damasceno.

Agência Pará

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