MARABÁ (PA) – O elemento, identificado como Antônio Jair Ferreira de Souza, suspeito de ser o motorista do Renault Oroch, cor branca, que atropelou e matou a jovem Wandalla Kaline Carvalho de Matos, no último dia 27, continua sendo procurado pela polícia de Marabá, no sudeste do Pará.
O ditado popular “Quem cala, consente” está se encaixando perfeitamente na conduta adotado por Jair Souza para escapar da polícia. Desde o dia do atropelamento, várias especulações já foram citadas pela população como causas do acidente, entre elas, por último, surgiu uma possível vingança por motivo passional desencadeado pelo suspeito de “passar por cima” das jovens.
No entanto, essa versão ainda não foi confirmada pela Polícia Civil de Marabá, porém vem ganhando corpo, nos últimos dias. O Portal Debate, nesta quarta-feira (17), conversou com o Delegado Vinícius Cardoso, Superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, sobre o andamento das investigações. O DPC afirmou que Jair Souza continua foragido, seu advogado afirmou que ele iria se apresentar, todavia o sujeito escafedeu-se e não foi mais visto.
A pessoa que tiver informações sobre o paradeiro de Jair Souza, cuja foto foi divulgada pelas autoridades, pode entrar em contato com o Disque Denúncia Sudeste do Pará, por meio dos canais de atendimento: (94) 3312-3350 (WhatsApp) e App Disque Denúncia.

O caso
As jovens, Wandalla Kaline Carvalho de Matos, d24 anos, e Adhila Millena Silva Maia, 24 anos, trafegavam em uma motocicleta Honda Titan pela Via Preferencial Três, na tarde de 27 de junho de 2022, quando foram atingidas por um automóvel Renault Oroch de maneira dolosa.
Segundo a Polícia Civil, a identificação do veículo foi possível porque a placa dianteira do carro caiu no local. Além disso, imagens de câmeras de videomonitoramento que circularam na web, na época do acidente, mostraram o momento exato do acidente fatal, com o motorista fugindo sem prestar socorro, rapidamente na via cuja velocidade limite é de 40 km/h.
Conforme relatos de testemunhas ouvidas pelo Portal Debate, no local do acidente, o Renault Oroch vinha atrás e colidiu contra a traseira da Honda Titan, fazendo com que as vítimas caíssem ao chão. As duas mulheres foram arrastadas por alguns metros pelo automóvel.
No local do acidente, ficou um rastro de sangue das vítimas e destroços da motocicleta. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encaminhou Kaline para o Hospital Regional de Marabá (HRSP) em estado grave, mas ela não resistiu e foi a óbito.
Depois da notícia da morte de Wandalla Kaline, um grupo de voluntários começou a fazer buscas e conseguiu localizar, a partir da placa do Renault Oroch, o endereço da suposta proprietária do veículo. Os populares se reuniram em frente à residência de Ivonete Sousa de Souza e acionaram a Polícia Militar, que destacou duas viaturas para o atendimento da ocorrência.
Dias depois, com medo de ser descoberto e preso, o suspeito jogou o Renault Oroch, envolvido no atropelamento, em um abismo, localizado às margens da BR-230 (Rodovia Transamazônica), próximo à entrada da cidade de Itupiranga, no sudeste do Pará, entretanto a tramoia foi descoberta e o automóvel foi apreendido pela Polícia Civil de Marabá.
Para muitos, a fuga de Jair Souza e a tentativa de “despescar” o veículo caracterizam a intenção do suspeito de matar Wandalla Matos. De acordo com parentes e amigos das vítimas, o atropelamento não teria sido um mero acaso do destino, mas sim um atitude dolosa do motorista do Renault Oroch. (Portal Debate)


