Polícia Científica reforça atuação durante a Operação Verão 2025 em Marabá

Em Marabá, no sudeste do Pará, as atividades da PCEPA serão intensificadas com atuação técnica e suporte pericial às demais forças de segurança.

MARABÁ (PA) — A Polícia Científica do Pará (PCEPA) passou a integrar, a partir de sábado (28/6), a Operação Verão 2025, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). A ação segue até o dia 4 de agosto e tem como objetivo reforçar a segurança dos paraenses durante o período de férias, tanto em destinos turísticos quanto em centros urbanos. Em Marabá, no sudeste do Pará, as atividades da PCEPA serão intensificadas com atuação técnica e suporte pericial às demais forças de segurança.

Com um efetivo diário de 106 servidores em todo o estado, a PCEPA contará com peritos criminais, médicos legistas, auxiliares técnicos e operacionais de perícia. A cidade de Marabá, que abriga uma das Coordenadorias Regionais, será um dos pontos estratégicos da operação, recebendo reforço para atender a demanda de perícias e laudos técnicos em apoio às Polícias Civil e Militar, Detran e Artran.

Durante a Operação Verão, a Polícia Científica será responsável pela realização de exames como alcoolemia, verificação de uso de entorpecentes, lesões corporais, perícias veiculares, de patrimônio, poluição sonora, balística, além de remoção de corpos e atuação em locais de crime, violência doméstica e sexual.

Segundo a perita criminal Ana Cláudia Melo Macedo, coordenadora das unidades regionais da PCEPA, a atuação integrada com os demais órgãos é essencial para garantir provas técnicas e fortalecer o trabalho da Justiça. “As operações de segurança pública nas férias exigem pronta resposta pericial. Nossa atuação garante a produção de provas técnicas que subsidiam a investigação policial e fortalecem o Sistema de Justiça”, destacou.

Um dos focos da atuação também será o combate à poluição sonora, problema recorrente em praias, balneários e áreas públicas durante o verão. O perito criminal Carlos Alberto Oliveira Braga, gerente de perícias tecnológicas do Núcleo de Crimes Ambientais da PCEPA, explica que as equipes atuam de forma discreta e estratégica para garantir registros técnicos. “Se, após a abordagem inicial da Polícia Militar ou Civil, o responsável reincide na infração, somos acionados. Vamos ao local sem farda, coletamos os dados e elaboramos o laudo técnico para a autoridade policial”, afirmou.

Braga ainda reforçou que os ruídos em excesso podem causar impactos à saúde pública. “O desconforto acústico pode gerar estresse e até doenças, especialmente em idosos, crianças, pessoas com autismo e animais. Por isso, o controle da poluição sonora é essencial para o bem-estar coletivo”, completou.

A Polícia Científica reforça que todas as unidades regionais e núcleos avançados, incluindo Marabá, seguirão com atendimento normal durante o período da operação, prestando apoio integral às ocorrências registradas na região. (Com informações de Agência Pará)

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