MARABÁ (PA) – O Portal Debate recebeu em seu podcast o tenente-coronel Oeiras, comandante do 1º Batalhão de Polícia Rural (1º BPR) da Polícia Militar do Pará (PMPA), e a capitã Gabrielle, subcomandante do 2º BPR. Durante a entrevista, as autoridades falaram sobre as ações desenvolvidas pelo batalhão e o trabalho de segurança realizado principalmente na zona rural da região.
Segundo o tenente-coronel Oeiras, o Batalhão Rural atua tanto no atendimento de ocorrências quanto no policiamento especializado nas áreas do campo, que possuem grande extensão territorial.
“Além do trabalho nas ruas, atendendo ocorrências e acompanhando os cidadãos, buscamos realizar um policiamento mais especializado, já que a zona rural é muito extensa. Com esse trabalho, conseguimos manter o controle e garantir mais segurança para a população”, destacou o comandante.
De acordo com a capitã Gabrielle, um dos principais trabalhos realizados pela corporação são as reuniões com moradores das comunidades rurais. Esses encontros servem para fortalecer a segurança pública e aproximar a população da Polícia Militar.
“Nessas reuniões buscamos estreitar a relação com a comunidade, fazendo com que o cidadão confie na Polícia Militar e se sinta à vontade para relatar os crimes que acontecem”, explicou.
Ela também destacou que, a partir dessas reuniões, são criados grupos locais de WhatsApp, onde os moradores podem manter contato direto com a polícia, relatar ocorrências, tirar dúvidas e enviar sugestões.
“Mesmo quando estamos em ronda, além do policiamento ostensivo, também visitamos propriedades, conversamos com moradores e orientamos a população. Muitas vezes, durante essas visitas, surgem informações importantes, como a presença de foragidos da Justiça, casos de abusos ou até suspeitas de plantação de drogas. Essa aproximação ajuda a criar confiança e melhora muito o trabalho da segurança pública”, afirmou a capitã.
Entre os principais crimes registrados na zona rural, o comandante citou ocorrências como roubo de gado, furto de combustível em trens, furto de transformadores e crimes contra propriedades rurais. Outro ponto destacado foi o trabalho de mediação de conflitos, principalmente em áreas de disputas agrárias.
“Nos últimos três anos e meio temos atuado acompanhando essas situações, sempre buscando o diálogo. Nosso trabalho é de mediação de conflitos. Não vamos para confrontar, mas para tentar resolver os problemas de forma pacífica. Nesse período nunca houve confronto com arma de fogo e sempre fomos bem recebidos pelas comunidades”, explicou o tenente-coronel.
Apesar disso, ele ressaltou que o tráfico de entorpecentes também tem sido uma preocupação em algumas regiões rurais. Por isso, a Polícia Militar pede o apoio da população com denúncias. “A Polícia Militar não realiza investigação, nosso trabalho é agir no flagrante. Por isso é muito importante que o cidadão denuncie. Garantimos o sigilo da informação e isso ajuda muito no combate ao crime”, destacou.
O comandante também explicou que o Batalhão Rural segue os mesmos princípios e valores da Polícia Militar do Pará, tendo como missão garantir segurança pública de qualidade, com atuação específica voltada para o campo e para conflitos agrários.
Segundo ele, o Governo do Estado tem investido na ampliação da segurança pública e no fortalecimento do policiamento rural. Atualmente, novos policiais estão em formação e parte desse efetivo deverá reforçar o trabalho do batalhão ainda este ano.
Além disso, a corporação conta com viaturas adaptadas, como caminhonetes, que facilitam o deslocamento nas áreas rurais, tanto no período de inverno quanto no verão. “Hoje contamos com apoio logístico do Governo do Estado e do Comando Geral da Polícia Militar, o que nos permite desenvolver esse trabalho com mais qualidade e presença nas comunidades”, concluiu. (Erika Marinho-Estagiaria, Portal Debate)


