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Corporação diz que policial militar atirou em cachorro para se defender

Animal precisou ser transferido de Muaná, no Marajó, para Belém. “Hulk” era dócil, da raça poodle, mas havia estranhado a presença dos policiais, dizem tutores do cão
PM Joel Amaral vai responder a processo interno - Crédito: Redes sociais
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A Polícia Militar disse que o policial que atirou contra o cachorro poodle, “Hulk”, agiu em “legítima defesa, depois de ter sido atacado pelo cão“.

O caso ocorreu em Muaná, no Marajó, e o animal teve de ser levado para Belém, para cuidados veterinários. Segundo os tutores, ele teria latido com a presença dos policiais durante uma abordagem.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado. Em 2020, foi sancionada lei que aumentou a punição por maus tratos de animais. A pena para crimes deste tipo varia de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.

cachorro “Hulk” continua internado em hospital veterinário em Ananindeua, região metropolitana de Belém. De acordo com os tutores, ele está fora de perigo.

tiro foi disparado pelo PM Joel Rodrigues do Amaral. O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, disse que vai abrir procedimento administrativo e pedir o afastamento do policial militar.

Segundo o relato da família, os policiais já chegaram à residência com uma “abordagem agressiva” e o policial teria se incomodado com os latidos do cão. Ele chutou o animal e, em seguida, disparou o tiro contra ele, ainda segundo a família.

Os moradores contam, ainda, que após o tiro, o militar afirmou querer levar o cachorro para ser executado em uma estrada. Os tiros provocaram duas perfurações, sendo uma delas considerada grave.

Nesta sexta-feira (13), a família conseguiu viajar com o cão para Belém, pois, segundo eles, Muaná não possui estrutura veterinária para esse tipo de caso. “Foi um sufoco porque lá não tem clínica, não tem veterinário, nada preparado para um caso desse, que é uma urgência”, declarou Ingrid Mombelli, dona do “Hulk”.

A família precisou mobilizar uma arrecadação para arcar com a viagem e os custos de atendimento, internação e medicamentos do animal.

Os donos do cachorro pedem justiça e iriam registrar boletim de ocorrência sobre o caso ainda nesta sexta-feira (13), na Divisão Especializada em Meio Ambiente (DEMA), em Belém.

Para oferecer ajuda à família de “Hulk”, é possível fazer doações em uma clínica veterinária que fica na travessa We 17, na Cidade Nova II.

Caso semelhante

O caso do “Hulk” não é o primeiro. Em dia 25 de dezembro, outro cachorro, chamado Lobinho, foi morto na travessa Angustura, no bairro da Pedreira, em Belém, após ser baleado. O tiro foi disparado também por um policial militar. Manifestantes chegaram a pedir a prisão dele, mas nunca houve punição. (G1 Pará)

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