O sargento da reserva da Polícia Militar Cristóvão Augusto Alcântara Evangelista se apresentou na delegacia de Polícia Civil no fim da manhã desta terça-feira (9) em Belém.
Ele é suspeito de ter atirado e matado o torcedor Paulo Alexandre Silva, após a partida clássica entre Paysandu e Remo no Estádio do Mangueirão, no domingo (7).
É a terceira morte por violência entre torcidas registrada somente em 2024 em Belém.
O corpo de Paulo, torcedor do Remo, foi atingido por um disparo de arma de fogo. Ele foi velado na segunda-feira e recebeu as últimas homenagensdurante enterro nesta terça-feira, em Belém. O sepultamento foi em um cemitério no bairro da Marambaia.
A vítima tinha 29 anos e foi morta com um tiro no pescoço enquanto estava no estacionamento do Mangueirão, lado A, que fica em frente à avenida Augusto Montenegro. Houve ainda cenas de pancadaria entre torcedores e corre-corre.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informou que o policial da reserva suspeito de ter feito os disparos “não atua mais nas ações policiais e estava presente no estádio, durante o jogo de domingo (7)”.
Nas redes sociais, o Clube do Remo se manifestou sobre a morte do torcedor, destacando que “repudia quaisquer atos de violência, seja de quem for e entende que o ambiente esportivo é um espaço democrático inclusivo de lazer e entretenimento”.
O Clube disse que ainda prestou solidariedade aos familiares e amigos, reafirmando que o futebol é um ambiente de paz e repudia qualquer ato desta natureza.
Apenas este ano, outras duas mortes de torcedores do Remo e Paysandu foram registradas. A primeira ocorreu no começo de 2024, logo após um RexPa.
Um membro da torcida organizada do Clube do Remo foi espancado até a morte em 4 de fevereiro, dia do jogo entre Remo e Paysandu, no Mangueirão, em Belém.
A vítima foi identificada como Thiago Aryan Silva. Por volta das 21h15, ele chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Icuí-Guajará, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém.
A vítima era conhecida como “Thiago Dentinho”. A suspeita da polícia é que ele tenha caído em uma emboscada. Os autores do crime ainda não foram identificados pela polícia.
Três dias depois, um membro da torcida organizada do Paysandu foi assassinado a tiros. O corpo foi encontrado por moradores às margens de um ramal, na Estrada do Abacatal, em Ananindeua, região metropolitana de Belém.
A vítima, identificada como José Carlos Oliveira da Silva, de 37 anos, era uma pessoa com deficiência e tinha apenas um braço. Há suspeitas de que a morte do torcedor pode ter relação com ação de facção criminosa nas periferias de Belém, o que ainda está sendo investigado pela polícia. (Com g1 Pará)


