A procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, solicitou ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo
Tribunal Federal (STF), a prorrogação do inquérito que investiga o senador
Aécio Neves (PSDB-MG) por suposto recebimento em 2014 de valores indevidos pela
Construtora Norberto Odebrecht, do grupo Odebrecht, para a sua campanha
eleitoral. Datado de 12 de novembro, o parecer de Raquel Dodge pede mais 60
dias para a conclusão do inquérito.


De acordo com delatores, os pagamentos teriam sido feitos de
forma dissimulada por meio de contratos fictícios firmados com a empresa PVR
Propaganda e Marketing Ltda. 
Aécio nega as acusações. O advogado Alberto Zacharias Toron,
que defende o tucano, disse que o inquérito segue o ritmo normal e o
“aprofundamento das investigações vai comprovar a absoluta correção de
todos os atos do senador Aécio Neves, assim como da prestação de contas da
campanha presidencial de 2014”.

Raquel Dodge solicitou a Gilmar Mendes a prorrogação do prazo
por considerar que existem diligências pendentes e necessárias ao encerramento
das investigações. Ela afirma que é necessária a realização de uma perícia no
documento original do contrato firmado entre a Construtora Norberto Odebrecht e
a empresa PVR Propaganda e Marketing Ltda com a data retroativa de 15 de
janeiro de 2014.

“A perícia deverá analisar os dados referente a data de
criação/modificação dos arquivos (metadados), entre outras informações que possam
comprovar que o contrato foi elaborado em data posterior apenas para ‘cobrir’
pagamento de propina ao senador Aécio Neves”, escreveu Raquel. Por fim, a
procuradora-geral da República manifestou-se contra o pedido de arquivamento e
o pedido de declínio de competência, ambos feitos pela defesa de Aécio Neves.

Fonte:
Portal ORM