A Polícia Federal (PF) tomou ciência do sumiço de três caçadores, identificados como Cosmo Ribeiro de Sousa, conhecido como “Manel”; José Luís da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara, nesta terça-feira (26), desaparecidos na Reserva Índígena Parakanã, localizada a cerca de 30 km da sede de Novo Repartimento, desde a tarde de domingo (24), por volta das 14h.
No início da tarde, agentes da PF se deslocaram para a Reserva Índígena Parakanã. Foram realizados levantamentos preliminares necessários para colheita de informações, bem como mantido contato com outros órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Eletronorte e Ministério Público federal (MPF).
A Polícia Civil também foi deslocada para a Reserva Índígena Parakanã para prestar apoio necessário e ajudar a minimizar a possibilidade de ocorrência de conflitos entre os indígenas e brancos. O clima anda tenso na região com a possibilidade de conflitos armados.

Entenda o caso
Na tarde do ultimo domingo (24), por volta das 14h, Cosmo Ribeiro de Sousa, conhecido como “Manel”, José Luís da Silva Teixeira e Wilian Santos Câmara, sendo Cosmo Sousa vaqueiro de uma propriedade rural, saíram juntos para caçar na Reserva Indígena Parakanã, no município de Novo Repartimento, porém não retornaram nem foram mais vistos.
Na manhã desta segunda-feira (25), familiares partiram em busca dos trio. Durante as buscas na reserva indígena, os familiares encontraram as motocicletas e outros pertences pessoais dos três mais não localizaram os caçadores.
Durante as buscas, os familiares que estavam na reserva, procurando os amigos, foram mantidos presos na “Casa da Funai” pelos indígenas. A esposa de uma dos caçadores e mais duas pessoas entraram em contato, via aplicativo WhatsApp, para informar que estavam sendo mantidos em cárcere privado.
Nesta terça-feira (26), indígenas estão fazendo buscas, acompanhados de três familiares dos caçadores, e o Corpo de Bombeiros, mas ninguém foi encontrado no interior da mata. O trio não teria autorização para caçar na Reserva Indígena Parakanã.
A atitude dos indígenas gerou revolta de familiares e conhecidos dos três amigos, que resolveram interditar, na tarde desta terça-feira (26), a Rodovia Transamazônica (BR-230), para tentar sensibilizar as autoridades a realizar buscas na área. Com a presença da força tarefa, a situação deverá se acalmar e as buscas serem intensificadas. (Portal Debate, com Coluna Vanguarda)



