PF investiga comércio ilegal de ouro e urânio no Pará

As investigações iniciaram após os federais terem acesso a documentos que comprovariam a atuação dos criminosos especializada no comércio transnacional de minério, de ouro e urânio
Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (24), a Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de ouro e urânio em Ananindeua, na Grande Belém. As ações contaram com mais de 50 policiais durante a operação AU92 e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão. As informações são da Polícia Federal.

As investigações iniciaram após os federais terem acesso a documentos que comprovariam a atuação dos criminosos especializada no comércio transnacional de minério, de ouro e urânio, no Amapá. A extração também acontecia em na Venezuela e vendida na cidade de Boa Vista, em Roraima.

Com isso, a PF verificou que parte do ouro era extraído na Guiana Francesa e Suriname e esquentado no distrito do Lourenço, em Calçoene, no Amapá. Em apenas um dos negócios dos criminosos, o valor ultrapassava mais de R$ 115 milhões de reais.

A organização também comercializava urânio para países da Europa.

Se a hipótese for confirmada, os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro, organização criminosos, falsidade ideológica, usurpação de matéria-prima da União e extração ilegal de minério. As penas chagam a 26 anos de prisão.

O nome da operação é uma referência ao símbolo do ouro e do número atômico do urânio na tabela periódica.

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