Seis áreas de garimpo ilegal foram fechadas pela Polícia Federal em Cumaru do Norte, no sudeste do Pará.
A operação denominada “São Francisco” faz referência ao nome da chácara no projeto de assentamento João Lanari do Val, onde os crimes ambientais foram detectados.
A operação resgatou 24 trabalhadores em condições semelhantes às de escravidão na quinta-feira (1º). Duas pessoas foram presas.
Os policiais federais ainda apreenderam:
- quatro escavadeiras hidráulicas,
- três motores bomba-d’água,
- três espingardas,
- 20 munições,
- cinco recipientes contendo substância semelhante a mercúrio,
- celulares,
- e diversos utensílios utilizados no processamento do ouro, como baterias e tapetes de garimpo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/S/S/CwygY8ThKoBs2yTZzlOw/whatsapp-image-2023-06-02-at-13.29.19.jpeg)
Áreas de garimpo foram identificadas por imagens de satélite em Cumaru do Norte, no Pará. — Foto: Reprodução / PF-PA
Segundo a PF, os presos foram autuados pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, garimpo ilegal, manter trabalhadores em condição análoga à de escravo, armazenar mercúrio em desacordo com as exigências estabelecidas em leis e extração de recursos minerais autorização.
Um dos presos também foi autuado por posse de ouro de maneira irregular.
A PF informou que os trabalhadores resgatados viviam em condições degradantes, morando em barracos de lona sem água tratada nem banheiro, além de várias outras irregularidades encontradas.
De acordo com a verificação preliminar, quando imagens de satélite foram analisadas, havia intensa degradação ambiental na chácara e ainda no raio de aproximadamente 5 quilômetros, indicando a existência de garimpos ilegais.
A investigação aponta que vários pontos identificados não tinham autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) para a lavra garimpeira.
Em nota, a PF disse que as investigações devem continuar para identificar outros possíveis responsáveis pelos garimpos ilegais e a existência de mais pontos de extração ilegal de ouro na região. (Com g1 Pará)


