Nesta terça-feira (6), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do desembargador Jorge Luiz Borba, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis. Ele é suspeito de manter uma trabalhadora doméstica em condição análoga à escravidão. O mandado foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Investigações do Ministério Público do Trabalho (MPT) chegaram a testemunhas que afirmam que a mulher vive na casa do magistrado e da esposa dele há pelo menos 20 anos, sem receber salário, sem ter registro na carteira e submetida a trabalho forçado e maus-tratos.
O caso aconteceu em 1989, quando a vítima aos 17 anos, submetido a condições análogas às de escravo, tentou fugir e foi baleado na cabeça, só sobrevivendo porque se fingiu de morto ao lado do corpo de outra vítima dos criminosos. Os crimes foram cometidos em Sapucaia, no Pará. Lista Suja do Trabalho Escravo ganha mais 11 nomes no Pará, que soma agora 21 empregadores
Ainda segundo as investigações do MPT, a trabalhadora é surda e muda e mantida na residência sem ter qualquer convívio social, além de não ter acesso a condições adequadas de saúde.
A investigação foi remetida ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a busca ao STJ. Agentes do Ministério do Trabalho, do governo federal, também acompanham a operação. O STJ ainda autorizou o resgate imediato da trabalhadora e determinou a emissão das guias para quitar todas as verbas trabalhistas a que ela tem direito. (Portal Debate)


