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Pesca gera renda de R$ 830 mil só em 2020 na região de Marabá

Os dados são de um programa de extensão da Unifesspa realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que abrange os estados do Pará, Tocantins e Roraima, com recursos do Fundo Amazônia
Fotos: Divulgação/Unifesspa
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Segundo programa de extensão de monitoramento da pesca da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a atividade pesqueira na região registrou números expressivos em 2020, que foi marcado pela pandemia da covid-19. Nesse ano, a pesca de peixes foi responsável pela geração de renda bruta estimada em R$ 829.655,15. Foram 6.848 pescarias realizadas, sendo o total de quilos pescados correspondente a 183.916,65. Mas a atividade movimentou, nos últimos quatro anos, R$ 1.366.972,77.

O programa de extensão teve início em 2015, capacitando pescadores e monitorando o quantitativo de pesca por quilo, inicialmente em uma fase experimental, na vila Tauiry e Santo Antonino (Itupiranga) e na APA Araguaia (vilas Santa Cruz e Ilha de Campo – São Geraldo do Araguaia).

Hoje, com seis anos de existência, o projeto faz parte de um trabalho maior em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que abrange os estados do Pará, Tocantins e Roraima, com recursos do Fundo Amazônia. E durante a pandemia, o projeto se reinventou e aumentou o seu banco de dados.

Acompanhe a evolução do trabalho do programa de extensão ao longo dos anos, com a ilustração dos gráficos abaixo. Ambos usam os mesmos dados, que levam em conta o cadastro de peixe ao longo dos anos. Foram usados dois modos de ilustração dos dados para facilitar ao leitor a visualização do crescimento.


Já o gráfico abaixo leva em conta o quilo do peixe registrado nas pescarias ao longo dos anos.


A tabela abaixo detalha os dados conseguidos com a pesquisa realizada ao longo dos anos.

De 2016 a 2020, foram cadastradas 2950 fichas de pesca, totalizando um montante de 11.316 pescarias registradas. Todas as pescarias foram feitas em três grandes rios — Tocantins, Araguaia, Itacaiunas— por 15 comunidades diferentes. A ação envolve os municípios de São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia, Marabá, Itupiranga, Novo Repartimento, Jacundá e Nova Ipixuna.

Todos os dados coletados neste trabalho — Propesca/Pará — são tabulados em programa próprio – Sistema de Estatística Pesqueira (SIEPE) —, que foi construído pela equipe do Laboratório de Computação Científica (LCC) da Unifesspa.

Para a pesquisadora e extensionista Cristine Vieira da Cunha, que é coordenadora do projeto, com estas informações os pescadores podem lutar por melhorias no setor e afirmar que a classe contribui efetivamente para a economia local. As informações sobre a produção também ajudam a lutar por direitos coletivos.

Adequações por conta da pandemia

A coordenadora do projeto explica que foi necessário fazer adequações na metodologia do trabalho que vinha sendo desenvolvido. “Começamos pelos monitores locais, com orientação sobre as medidas de prevenção. Distribuição de kits de proteção individual (mascaras e álcool em gel), para eles e para os pescadores e pescadoras. Nosso foco no início da pandemia foi fazer a vigilância sanitária dessas comunidades e na orientação sobre a venda do pescado de maneira segura. Os monitores de pesca, por serem da localidade ficaram responsáveis por organizar um grupo de WhatsApp em cada comunidade. Neste grupo tínhamos a possibilidade de fazer a vigilância sanitária e enviar orientações diversas, mesmo no cenário de distanciamento social”, informou.

Parceiros

O distanciamento social, necessário como medida de segurança contra a covid-19, foi um dos maiores desafios de continuar com esse projeto durante a pandemia. “Esse tipo de projeto exige uma presença constante nas comunidades e com os grupos de pescadores e pescadoras”, conta a pesquisadora. Para driblar esse desafio, foram criados grupos de WhatsApp. “Esse impacto foi amenizado com a criação desses grupos de WhatsApp locais, mas infelizmente nem todos os pescadores têm acesso a estas tecnologias”, explicou.

Outro desafio é a escassez de recursos, “neste caso contamos com o apoio das associações locais, de lideranças, de movimentos sociais, que nos apoiam com combustível para levar ou buscar materiais, alimentação em dias de campo, doações de mascaras e álcool em gel, etc.  Durante a pandemia também contamos com o apoio da Fiocruz, isto muito ajudou as comunidades do entorno do Pedral do Lourenção no combate à fome e a contaminação por covid-19”, esclarece a pesquisadora. (Portal Debate Carajás, com informações da Ascom Unifesspa)

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