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Pesca do pirarucu é liberada no interior do Pará

Defeso começou dia 1 de dezembro. Período serve para garantir ciclo de vida dos peixes e renovar os estoques.
Fica permitido a pesca do pirarucu após 5 meses no período do defeso — Foto: Bruno Kelly/Divulgação
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Termina nesta segunda-feira (31) o período do defeso do pirarucu nos rios da bacia Amazônica. Em Santarém, no oeste do Pará o defeso teve início no dia 1º de dezembro de 2020, conforme Instrução Normativa IBAMA n°34/2004.

Fica permitido pescar, comercializar e transportar o peixe. Apesar da liberação, é importante ficar atento ao tamanho mínimo para a pesca do pirarucu. O peixe deve ter, no mínimo, 1,5m.

A determinação de tamanho mínimo estabelece que a pesca ocorra somente com indivíduos adultos que já se reproduziram ao menos uma vez.

De acordo com a bióloga da Sapopema, Poliane Batista, as populações de pirarucu estão deplecionadas devido a práticas insustentáveis de pesca. A especialista explicou que isso acontece porque a espécie produz um número baixo de descendentes por desova quando comparado a outras espécies de peixes.

“Uma das principais características do pirarucu também o coloca em condição de maior vulnerabilidade de captura, que é a obrigatoriedade de respiração aérea, pois ao realizar o movimento de ir até a superfície se torna mais perceptível aos pescadores” contou Poliane.

Com o fim do período do defeso, vendedores vivem expectativa de aumento nas vendas, o que também representa grande importância econômica para as comunidades daqui da região. O pirarucu é um peixe muito prestigiado no oeste do Pará.

O pirarucu possui alguns fatores que potencializam o declínio acelerado de seus estoques locais, pelo fato de ser um pescado extremamente rentável e possuir alta relevância de mercado. (G1/Santarém)

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