Na manhã deste domingo (5), por volta de 10h, o mineiro Pedro Rodrigues Filho, mais conhecido como “Pedrinho Matador”, de 69 anos, foi assassinado a tiros na rua José Rodrigues da Costa, no bairro da Ponte Grande, em Mogi das Cruzes, em São Paulo. Ele era considerado o maior assassino em série do país.
“Pedrinho Matador” estava em frente de casa quando foi abordado e baleado por vários homens encapuzados. Eles desceram de um carro para executá-lo. Ao menos seis tiros acertaram a vítima.
Após o homicídio, os criminosos fugiram e trocaram de carro. Segundo a PM, eles abandonaram o veículo utilizado no crime, na Estrada da Cruz do Século, e embarcaram em outro carro.
“Pedrinho Matador” passou 42 anos preso, entre idas e vindas da prisão, e estava em liberdade desde 2018. Em entrevistas, ele declarou ter matado “mais de cem pessoas” e, oficialmente, foi considerado culpado por 71 homicídios.
Quem era “Pedrinho Matador”?
Natural de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, Pedrinho nasceu com uma rachadura no crânio em razão dos chutes que o pai dele dava na mãe durante a gestação. O primeiro crime do serial killer foi quando ele tinha 13 anos. Pedrinho afirmou que empurrou um primo no moedor de cana e depois o picou com um facão.
Cerca de um ano depois, aos 14, Pedrinho matou o vice-prefeito de Alfenas, também em Minas Gerais, por demitir seu pai. Na época, o pai de Pedrinho foi acusado de furtar merendas destinadas aos alunos da escola onde ele trabalhava como guarda. Após matar o político, Pedrinho também assassinou um outro vigia da unidade escolar, quem ele acreditava ser o verdadeiro responsável pelos furtos.
Após cometer os primeiros homicídios, Pedrinho fugiu para Mogi das Cruzes (SP), onde ficou conhecido por roubar bocas-de-fumo e matar pessoas relacionadas ao tráfico. Com o tempo, ele se tornou um dos líderes do tráfico da região e continuou assassinando os rivais.
“Pedrinho Matador” só foi preso aos 18 anos, em 1973. À época, acabou condenado a 128 anos de prisão. No entanto, foi justamente no sistema penitenciário que ele cometeu a maior parte dos assassinatos. Durante uma transferência entre presídios, mesmo algemado, ele matou um homem condenado por estupro.
Pessoas ruins
Pedrinho justificava os homicídios. Segundo ele, matava “pessoas que não prestavam”. Entre as vítimas, estavam estupradores e traidores. O homem dizia que não aceitava algumas condutas criminosas. Ele afirmava que nunca matou crianças, mulheres e pais de família.
O assassino tinha tatuado no corpo as frases “Sou capaz de matar por amor” e “Mato por prazer”.
Vingança
Pedrinho jurou vingança ao próprio pai. Quando o assassino confesso tinha 20 anos, o pai dele foi cumprir pena no mesmo complexo prisional, por assassinar a esposa com 21 facadas. Pedrinho o assassinou com 22 golpes de faca. Ele teria ainda arrancado e mastigado um pedaço do coração do genitor.
“Eu matei meu pai na cadeia. Estava preso já, fiquei 42 anos preso. Meu pai estava preso, arrumei um ‘bem bolado’ e cheguei até a cela do meu pai. Eu falei no caixão da minha mãe e jurei vingança. Eu só mastiguei [o coração]. Cortei o bico do coração e mastiguei, e joguei em cima do corpo”, contou Pedrinho, durante participação no podcast Flow-Verso.
O assassino matou também um velho amigo, acusado de matar uma das suas irmãs, e justificou dizendo “era meu amigo, mas eu tive de matar”.
Liberdade
Pedrinho foi solto em 2007, mas quatro anos depois, acabou condenado por crimes em motim e cárcere privado, cometidos durante seu cumprimento de pena. Ele teve de retornar à cadeia e cumprir mais 8 anos. Em 2018, o serial killer foi liberado novamente, aos 64 anos, após cumprir 42 anos de pena.
Antes de ser morto, Pedrinho mantinha um canal no Youtube chamado “Pedrinho ex-matador oficial“, onde ele conscientizava pessoas sobre o crime. Nos últimos anos, o assassino participou de diversos podcasts contando sua trajetória e deu várias entrevistas comentando sobre a criminalidade no Brasil. (Com informações de O Diário e Metrópoles)


