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Pecados capitais de Helder e as eleições de 2022

Navio de Helder já começou a afundar | Foto: Reprodução
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Nos início das eleições de 2018, o povo do estado do Pará já vinha cansado de sucessivos governos de Almir Gabriel (PSDB) e Simão Jatene (PSDB). Esse revezamento de gestões tucanas foi interrompido em 2006 com a eleição de Ana Júlia Carepa (PT), mas a ex-bancária fez um governo ruim e não conseguiu se reeleger em 2010. Em seguida, o povo concedeu mais dois mandatos a Jatene, porém optou por Helder Barbalho (MDB) em 2018, esperando tempos melhores.

Para vencer o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) Márcio Miranda (DEM), o senador Jader Barbalho (MDB) montou uma ampla frente partidária de apoio ao filho Helder e passou a contar com o apoio de vários prefeitos e lideranças comunitárias de cidades do interior.

No entanto, depois de eleito, já no período de transição, Helder começou a dar demonstração de sua maneira pueril de fazer política, ao abandonar seus apoiadores de campanha, importar a maioria do secretariado de seu futuro governo e distribuir cargos de 2º e 3º escalões para adversários políticos. Como exemplo, o ex-secretário de Saúde, Alberto Beltrame, veio do Rio Grande do Sul.

Pecados capitais

Mesmo com experiência de mandato de vereador em Ananindeua, deputado estadual do Pará, prefeito de Ananindeua, ministro da Pesca e da Agricultura, ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos e ministro da Integração Nacional, o Ministério Público Federal (MPF) acusou o governador de ir com muita sede ao pote. Já no mês de junho de 2019, surgiu o primeiro pecado capital, após a Polícia Federal (PF) suspeitar de fraudes em um contrato para compra de cestas básicas no valor de R$ 73.928.946 firmado pela Secretaria de Educação (Seduc).

O segundo pecado capital veio com as investigações que envolvem a compra de mais de um milhão de garrafas pet de 240 ml, autorizada pelo então secretário de Saúde do Pará Alberto Beltrame. O total da compra saiu a R$1,7 milhão aos cofres públicos, sendo que cada unidade custou R$1,50, segundo o MP. O caso teve repercussão nacional e Beltrame virou alvo de uma ação de improbidade administrativa pelo MPPA. Segundo Helder, a compra de garras pet e as cestas básicas foram canceladas.

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Peter Cassol, secretário-adjunto de Gestão Administrativa da Secretaria de Saúde do Pará

O terceiro e mais complicado aconteceu depois de várias prisões de secretários, assessores e busca no gabinete do governador como parte da Operação Bellum, onde a Polícia Federal pediu autorização ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para indiciar Helder Barbalho e outros investigados por compra sem licitação de 400 respiradores por R$ 50 milhões no Pará destinados a ajudar no combate ao novo coronavírus. O governador alega que devolveu o recurso, mas o processo pode render a ele tanto a prisão como o degaste de sua já abalada imagem diante do eleitor.

Para piorar a situação do combalido governador, o Ministério Público (MP) Eleitoral no Pará enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de cassação de Helder Barbalho e de Lúcio Vale por abuso de poder econômico e utilização indevida dos meios de comunicação social na campanha eleitoral de 2018, inclusive com a disseminação de fake news.

“Conversando aqui com meus botões”, não vejo força política em Helder Barbalho para vencer Simão Jatene, PSL de Everaldo Eguchi, Márcio Miranda ou qualquer nome que consiga agregar alguns partidos e prefeitos. Contra Helder, pesa o desgaste natural dos processos, o desprezo e a raiva de grande parte de sua antiga base aliada. Como diz o ditado popular: “Quem não sabe assar, queima”. Juntar as lideranças políticas descontentes será difícil porque as pessoas não confiam mais no governador. Daqui a alguns meses, “os ratos” começarão a pular fora do barco”, pois já “começou a entrar água”.

Operação do MPPA investiga compra superfaturada de garrafas pet vazias no Pará. — Foto: Reprodução / MPPA
Operação do MPPA investiga compra superfaturada de garrafas pet vazias no Pará

Fonte: Pedro Souza

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